O
capitalismo não pode gerar liberdade para todos, igualdade nem para poucos e
fraternidade de jeito nenhum
*Por Habanero
José Paulo Netto é um dos maiores
intelectuais marxistas do país. Isso, as pessoas minimamente bem informadas
sobre este campo, já sabem. Pensador decisivo da formulação teórica no campo do
Serviço Social,
o alcance de seu trabalho e de sua
influência já extrapolou as fronteiras daquela área. Zé Paulo, como gostamos de
chamá-lo, tem sido ao longo das últimas décadas um dos pontos de referência da
esquerda que quer pensar e tem acolhido com extraordinária generosidade o amplo
leque de matizes e subcolorações que ela comporta. Em suas muito concorridas
aulas de pós-graduação – trata-se de um professor emérito em franca atividade –
encontram-se olhares atentos de bons representantes de uma diversidade de
siglas políticas e de movimentos da busca da mudança do mundo. A energia que
empresta às suas convicções teóricas, adensada por sua erudição, ganha especial
sentido para os que testemunham a humanidade calorosa com que trata os jovens
em início de caminhada.
Esta entrevista tem também o sentido
de homenagear outro grande mestre, professor, pensador e figura humana marcante
para tantas e tantos de nós: o professor Carlos Nelson Coutinho, com quem Zé
Paulo conviveu por frutíferas décadas. O entrevistado começou falando do amigo
e o citando encerrou. A Carlos Nelson a revista Habanero dedica esta
entrevista.
A atualidade do pensamento vinculado
à superação do capitalismo, o significado dos processos sociais e políticos
atuais, o lugar dos movimentos de “minorias” e do movimento ambientalista e sua
relação com a luta de classes, o papel da militância partidária no mundo de
hoje e, por todos, a possibilidade de um futuro humano emancipado, são alguns
dos temas tratados com extraordinárias lucidez, atualidade e coerência por
nosso entrevistado. Seu conhecido rigor teórico, exige advertir que a eventual
brevidade com que alguns assuntos são tratados decorre das limitações temporais
e técnicas e não do desconhecimento de que são apenas parte do debate. Mas seus
entrevistadores – editores desta revista, que contaram com a valiosa
colaboração do amigo Victor Neves – se perguntam: quantos poderiam ter dito
tanto em tão pouco tempo?
O capitalismo não pode gerar liberdade para todos,
igualdade nem para poucos e fraternidade de jeito nenhum
*Por Habanero
José Paulo Netto é um dos maiores intelectuais marxistas do
país. Isso, as pessoas minimamente bem informadas sobre este campo, já sabem.
Pensador decisivo da formulação teórica no campo do Serviço Social,
o alcance de seu trabalho e de sua influência já extrapolou
as fronteiras daquela área. Zé Paulo, como gostamos de chamá-lo, tem sido ao
longo das últimas décadas um dos pontos de referência da esquerda que quer
pensar e tem acolhido com extraordinária generosidade o amplo leque de matizes
e subcolorações que ela comporta. Em suas muito concorridas aulas de
pós-graduação – trata-se de um professor emérito em franca atividade – encontram-se
olhares atentos de bons representantes de uma diversidade de siglas políticas e
de movimentos da busca da mudança do mundo. A energia que empresta às suas
convicções teóricas, adensada por sua erudição, ganha especial sentido para os
que testemunham a humanidade calorosa com que trata os jovens em início de
caminhada.
Esta entrevista tem também o sentido de homenagear outro
grande mestre, professor, pensador e figura humana marcante para tantas e
tantos de nós: o professor Carlos Nelson Coutinho, com quem Zé Paulo conviveu
por frutíferas décadas. O entrevistado começou falando do amigo e o citando
encerrou. A Carlos Nelson a revista Habanero dedica esta entrevista.
A atualidade do pensamento vinculado à superação do
capitalismo, o significado dos processos sociais e políticos atuais, o lugar
dos movimentos de “minorias” e do movimento ambientalista e sua relação com a
luta de classes, o papel da militância partidária no mundo de hoje e, por
todos, a possibilidade de um futuro humano emancipado, são alguns dos temas
tratados com extraordinárias lucidez, atualidade e coerência por nosso
entrevistado. Seu conhecido rigor teórico, exige advertir que a eventual
brevidade com que alguns assuntos são tratados decorre das limitações temporais
e técnicas e não do desconhecimento de que são apenas parte do debate. Mas seus
entrevistadores – editores desta revista, que contaram com a valiosa
colaboração do amigo Victor Neves – se perguntam: quantos poderiam ter dito
tanto em tão pouco tempo?