
Em manaus o distrito industrial dispensou 35 mil postos trabalho
A população mundial de desempregados deve crescer em mais 50 milhões se a crise econômica mundial não tiver respostas mais rápidas, segundo especialistas.
Washington - Mais 50 milhões de trabalhadores poderão juntar-se aos desempregados em todo o mundo, em 2009 e 2010, se a reativação econômica for tão lenta quanto prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI), disse o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia. “Estamos certamente a caminho desse resultado desolador”, acrescentou. Se ele esperava uma palavra animadora do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, deve ter se decepcionado.
Geithner prevê que o desemprego nos Estados Unidos ainda vai subir, depois de ter alcançado em março o recorde de 26 anos, 8,5%. As previsões para o resto do mundo rico não são melhores e só haverá recuperação para valer quando o saneamento dos bancos estiver avançado: este mantra foi repetido incessantemente por ministros, presidentes de bancos centrais e altos funcionários do Fundo, na reunião encerrada ontem.
Os bancos ainda estão cheios de ativos podres - créditos de alto risco - e a limpeza continua lenta, principalmente nos Estados Unidos, segundo a avaliação mais ouvida durante a semana. As autoridades americanas foram pressionadas dentro e fora dos salões do FMI para apressar o trabalho. Os europeus bateram fortemente nesse ponto durante o encontro de presidentes de bancos centrais do Grupo dos 20 (G-20), na sexta-feira (24), no Federal Reserve (Fed).
Não há uma divergência de estratégias entre europeus e americanos, disse no sábado (25) o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, numa entrevista coletiva. Há somente uma diferença quanto ao sentido de urgência, acrescentou, recorrendo a um evidente eufemismo. Essa diferença não aparece, naturalmente, no comunicado oficial do Comitê Monetário e Financeiro, o órgão político mais importante do Fundo. Aparece apenas, em destaque, o compromisso geral de fazer o necessário para “garantir a solidez das instituições sistemicamente importantes e de restaurar a saúde financeira dos bancos, o crédito interno e os fluxos internacionais de capital”.
Strauss-Kahn foi enfático ao dizer que cada governo deve fazer o necessário, em suas condições particulares, para resolver o problema, recorrendo à estatização, se isso for necessário.
Nos Estados Unidos, o esquema proposto pelo governo do presidente Barack Obama inclui a participação de investidores privados. Pode ser bom negócio, em princípio, comprar ativos podres, porque alguns desses títulos poderão valorizar-se, quando a situação melhorar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário