
Alunos estudam no chão da escola
Antonio Menezes
Crianças reclamam do desconforto de ter de assistir às aulas sentadas no chão. Dores nas costas têm incomodado os alunos da escola, que foi inaugurada no último dia 4
Mônica Prestes
Especial para A CRÍTICA
Desde o dia 4 de maio, mais da metade dos 570 alunos da Escola Municipal Nova do Manôa, no bairro Colônia Santo Antônio 3, Zona Norte, estão sendo obrigados a estudar sentados no chão das salas de aula, por falta de carteiras para os estudantes. A denúncia foi feita por pais de alunos e confirmada pela diretora da escola, Marilda Galvão.
Na manhã de ontem, meninos e meninas que estudam na escola, inaugurada dia 4, queixaram-se de dores nas costas e do desconforto para estudar. Além disso, as crianças também disseram sofrer com a ausência de lousas em todas as salas de aula e com o calor excessivo, já que o único lugar na escola que está equipado com aparelho de ar-condicionado é a secretaria.
A dona de casa Glória Faneco, 30, mora ao lado da escola e tem um filho matriculado na 3ª série do ensino fundamental. De acordo com ela, as poucas carteiras disponíveis são disputadas entre os alunos, que procuram chegar cedo para conseguir um lugar para sentar. “E a obra do prédio foi concluída há mais de um mês, que é tempo suficiente para equipar as salas de aula. Na sala do meu filho, tem muito mais criança que carteiras”, afirmou.
Também mãe de aluna, Andréia Nascimento afirmou que, por as salas não estarem equipadas com lousas, as crianças estão tendo aulas com papéis impressos num mimeógrafo, equipamento que surgiu em 1880 e que começou a ser substituído na década de 1980 por máquinas mais modernas, como a fotocopiadora, que apresenta maior qualidade de impressão.
“E minha filha foi transferida da escola onde estudava, que fica perto da nossa casa, sem nosso consentimento. Ela era do turno intermediário”, disse. Segundo ela, para assistir aula, a filha dela precisa pegar dois ônibus num trajeto que leva mais de uma hora. “Eu preferia que ela estudasse no turno intermediário do que de tarde, sentada no chão”, declarou Andréia.
De acordo com a assessoria de imprensa da Semed, a diretora da escola atendeu solicitação de parte da comunidade para começar as aulas mesmo sem a escola estar em plenas condições, enquanto está sendo providenciado todo o material necessário
* Sou prefessor da SEMED, até que fim saiu matéria verdadeira sobre a educação municipio de Manaus a imagem fala por se, iniciamos ano letivo 2009,sem as minimas condições (faltando merenda,matérial didatico,matérial limpeza, e sem aux. de serviços gerais para limpar escola), estamos caminhando para o terminino do segundo bimestre e continua FALTANDO MERENDA,os diretores com medo de perder o cargo não dizem nada ao pais, colegas professores temos que dar um basta nesta situação vergonhosa que passa educação municipio de Manaus.
** obs. os repasses do FNDE estão em dia...
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