Precisa apenas combinar com o eleitor, porque do jeito que os acordos estão sendo arquitetados, a eleição de Alfredo Nascimento, nascido no Rio Grande do Norte, mas “amazonense de coração” , já está no papo: será o próximo governador. Eleito senador em 2006, venceu o "avô?" político, Gilberto Mestrinho, que passou a campanha inteira dizendo mais ou menos assim: “já está tudo combinado com o presidente Lula, o Alfredo ganha, volta a ser ministro e passa o mandato para o João Pedro”. O eleitor não quis ouvir e deu no que deu.
O PASSADO NÃO VOLTA?
Mestrinho pregava no deserto, como seu viu. Mas a "profecia" se confirmou, foi exatamente assim: Alfredo, livre, leve e saltitante, voltou para o Ministério dos Transportes. E o Brasil perdeu a chance de ouvir, no Senado, ao menos um discurso do sortudo que já exerceu vários cargos no Amazonas, sempre conduzido pela poderosa mão de Amazonino Mendes, a quem desafiou um dia, 'voando" do ninho onde se criou. Como se viu nos últimos dias, os desaforos trocados entre eles podem ter virado coisas do passado.
EM CÍRCULOS
Como a política no Amazonas anda em círculos, por falta de novas lideranças, Alfredo pode ser o próximo governador, dessa vez sem Mestrinho para perturbar a paz, apoiado pelo governador Eduardo Braga, por Amazonino e, talvez o charme maior, com as bênçãos de Lula. O chato é pensar o seguinte: se a Dilma Roussef) ganhar para presidente, será que vai preferir levar o Gastão para algum ministério? Afinal, ele já deve estar acostumado em Brasília. Claro que faria a alegria de João Pedro (seria efetivado como senador) e do vice (quem será, quem será? ). Dizem que cesteiro que faz cesto, faz um cento: basta ter cipó e tempo.
CRUELDADE
Em 2006, o senador Arthur Neto (PSDB) era candidato ao governo, tendo como vice o vereador Leonel Feitoza, do mesmo partido. O jornalista Plínio Valério disputava o Senado, todos pela coligação Muda Amazonas. No dia 22 de setembro, portanto às portas da eleição, os candidatos fizeram uma carreata em Itacoatiara e Novo Remanso, comunidade do município. No discurso, Arthur disse que um de seus projetos para a região era duplicar a rodovia AM-010 (que liga Manaus a Itacoatiara) e criar um pólo de proteína animal, baseado em suínos e frangos, com aproveitamento do terminal graneleiro da Hermasa: "Nós vamos trabalhar para mudar esse retrato de vida cruel do caboclo amazonense". Não foi eleito.
O (NÃO )PAGADOR DE PROMESSAS
Outro candidato ao governo em 2006 era o agora prefeito Amazonino Mendes. No mesmo dia que Arthur garimpava votos em Itacoatiara, Amazonino fazia o mesmo em três bairros de Manaus. Mente fértil para bolar promessas, o então três vezes ex-governador, não perderia a oportunidade de fazer mais uma, que arrancou estrondoso aplausos: "Vou fazer daqui do Puraquequara, da Bela Vista (comunidade rural do bairro) e da Colônia Antônio Aleixo, uma espécie de município autônomo. Chega de isolamento, de humilhação para esse povo!". Pode ser uma sugestão para o próximo governador que ele apoiar, por que não?
EDUCAÇÃO É TUDO
Tanto Arthur, quanto Amazonino Mendes, queriam ganhar do governador Eduardo Eduardo Braga, que disputava a reeleição. Também no final de setembro de 2005, Braga, por motivos óbvios liderando uma campanha muito mais estruturada, percorria o interior do Estado. Segundo calculou a Polícia Militar, na época, cerca de 15 mil pessoas se juntaram na praça principal de Coari, para ouvir Braga e os demais candidatos. Uma parte do discurso: "Entendemos que investir na educação é, de fato, preparar o futuro, escrever uma nova história". Bom, o último resultado do Enem mostra o Estado como um dos lanterninhas no ranking, mas o orçamento do governo Braga destina o segundo maior investimento para o setor educaional.
AJUDA AOS RIBEIRNHOS DE MANACAPURU
O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles, prometeu ajudar as vítimas da enchente, que perderam a sua produção. Basta que o Estado apresente um levantamento de tudo o que ficou debaixo d?água, para ter acesso ao benefício. A informação é do secretário de Produção Rural, o deputado licenciado Eron Bezerra, que visitou comunidades de Manacapuru e viu de perto o drama de muitas famílias. Ele prometeu providências. "Vamos eliminar a dívida de quem tem financiamento junto aos bancos e compensar quem não tem, mas perdeu seus produtos".
BALSAS
Outra medida anunciada: alugar balsas para abriga o gado, que está morrendo por causa da enchente. "Esse gado no rio, às vezes, é todo o patrimônio que o produtor tem. Se não for tirado do rio, vai morrer entre outras coisas, de fome, em menos de um mês", declarou. A enchente está castigando não apenas as áreas ribeirinhas no interior de Manacapuru: na cidade, as águas obrigaram os moradores a sair de suas casas e em algumas ruas a prefeitura mandou construir pontes
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
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