terça-feira, 12 de maio de 2009

Tem que parar as demissões!!!




Faturamento do PIM alcança US$ 4,5 bi

As empresas do setor de eletroeletrônico registraram, em março, faturamento de US$ 748,75 milhões e alta de 20,51% frente ao mês anterior
Os dados são do primeiro trimestre deste ano. Em março, a indústria local apresentou faturamento 24,14% superior ao registrado em fevereiro.

O desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) começa a demonstrar leve recuperação frente à crise financeira mundial. No acumulado do ano, as empresas que compõem o parque fabril local já registraram um faturamento acima de US$ 4,5 bilhões.
Até agora o maior sinal de recuperação foi percebido em março, quando as indústrias somaram US$ 1,743 bilhão em caixa, valor 24,14% superior ao total registrado em fevereiro, US$ 1,403 bilhão. Em reais, a variação do faturamento foi de 24,2%, passando de R$ 3,247 bilhões em fevereiro para R$ 4,033 bilhões em março.
Para a representante da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Flávia Grosso, a expectativa é de que, a partir deste segundo trimestre de 2009, o PIM como um todo volte ao ritmo de crescimento e de geração de empregos, podendo, inclusive, alcançar os números observados no ano passado.
“Nossa avaliação é que a economia brasileira deverá apresentar sinais mais evidentes de recuperação a partir do segundo trimestre e isso acarretará em números positivos para o parque industrial amazonense”, aposta a superintendente, acrescentando que a retomada do faturamento e da produção das empresas deverá demandar novas contratações no PIM.

Segmentos
Os cinco principais segmentos do PIM apresentaram resultados positivos no comparativo entre os meses de março e fevereiro. O maior desempenho ficou com as indústrias do segmento metalúrgico. Comparado com fevereiro, março faturou 31,7%, ou seja, US$ 131,559 milhões.
Seguindo o ranking, as empresas do setor eletroeletrônico registraram, em março, faturamento de US$ 748,755 milhões e crescimento de 20,51% frente ao mês anterior. Já entre as fabricantes de duas rodas, foram faturados US$ 367,187 milhões, o que representou um crescimento de 29,32%.
No segmento químico, a recuperação no terceiro mês do ano foi de 26,6%, graças ao faturamento de US$ 223,543 milhões somados em março. Nas indústrias de termoplástico, o montante registrado foi de US$ 105,016 milhões, 12,08% a mais que fevereiro. Juntos, esses segmentos foram responsáveis por mais de 90% do faturamento do PIM nos três primeiros meses de 2009.

Exportação e emprego
As exportações também deram sinal positivo. No mês, foram somados US$ 74,970 milhões, na venda dos produtos ‘made in Manaus’ para o exterior. O valor foi 14,37% maior em relação aos US$ 65,546 milhões obtidos no mês anterior.

Entidades locais estão otimistas com resultados

Mesmo com todo o otimismo dos representantes das entidades industriais do parque fabril local, a realidade dos números somados no primeiro trimestre do ano ainda é bem distante dos resultados de 2008, antes de a crise econômica ‘explodir’ no país.
De janeiro a março deste ano foram computadas cifras de US$ 4.539 bilhões, volume de faturamento 35,24% inferior ao mesmo período do ano passado, quando se observou rendimentos de US$ 7.009 bilhões.
Segundo presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas (Sinaees), Wilson Périco, não há como comparar os resultados deste ano com os do ano passado, uma vez que, no início de 2008, a indústria ‘caminhava’ sem a ameaça da crise. “Não podemos ser masoquistas fazendo comparação de desempenho com o ano passado. Temos que reconhecer que a crise existiu e, consequentemente, teríamos um primeiro trimestre ruim neste ano”, ressaltou.
Na opinião de Périco, os resultados devem ser vistos mês a mês. “Se compararmos janeiro com fevereiro e fevereiro com março, já podemos ver uma estabilização e esse ritmo será cada vez maior daqui pra frente”, disse o representante empresarial, ao acreditar em uma economia mais estável nos próximos meses.
O presidente do Sinaees disse ainda que o setor industrial retomou a confiança, isso devido à retomada de crédito promovida pelo governo federal. “Tenho certeza que fecharemos o ano com um número bem mais representativo que o registrado no início do ano”, completou.

Anderson Farias

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