Partido Comunista Brasileiro – PCB
Um programa anticapitalista e antiimperialista para o Brasil
I - O contexto em que se dão as eleições de 2010
As eleições deste ano se dão em um momento em que o sistema capitalista mostra a sua
real natureza. A atual crise econômica internacional é uma crise de superprodução e
superacumulação, acelerada pela vigência, nas duas últimas décadas, de políticas
neoliberais, em que o capitalismo, mundializado, seja nos mercados de matérias primas,
nas cadeias produtivas de produtos e serviços, seja na presença dominante de grandes
conglomerados internacionais – oligopolistas ou mesmo monopolistas – ou na
financeirização da riqueza, revela, ao mesmo tempo, a sua fragilidade e os seus efeitos
para a classe trabalhadora: o desemprego generalizado, a perda de direitos, a
desesperança.
As respostas dadas à crise, pelo lado do mercado, são a maior concentração de capital,
com a absorção das empresas “quebradas” pelos grandes grupos mais “eficientes”; pelo
lado do poder público, a íntima ligação entre os Estados capitalistas e os grandes grupos
econômicos privados se traduz na enorme “ajuda” dada pelos governos aos bancos e
empresas financeiras, industriais e comerciais em estado falimentar.
No plano político, as lideranças burguesas dividem-se entre as que, de um lado,
defendem um Estado promotor de políticas compensatórias e incentivador de um
“desenvolvimentismo” capaz de acelerar o crescimento capitalista e pretensamente
resolver as desigualdades sociais através do ciclo virtuoso da produção, emprego,
consumo. De outro, há os que defendem a ampliação das políticas neoliberais, com mais
retirada de direitos dos trabalhadores, mais privatização, mais dependência do Estado ao
capital financeiro internacional.
A classe trabalhadora, ainda desarticulada pela perda de garantias e não menos
fragilizada em sua organização pela ameaça constante do desemprego e pelos processos
articulados à chamada “reestruturação produtiva”, começa, no entanto, a mobilizar-se em
amplas manifestações e greves, como vem ocorrendo na Grécia, na Espanha, na França,
em Portugal. No plano político, os exemplos dos governos progressistas da América
Latina, eleitos com o apoio de movimentos populares organizados e impulsionados por
eles, têm demonstrado que há alternativas reais ao capitalismo e ao imperialismo capazes
de elevar, de fato, o nível de qualidade de vida e de participação política da classe
trabalhadora.
II - O contexto brasileiro
A estrutura de classes, no Brasil, se caracteriza pela formação de uma burguesia
monopolista e suas diversas facções: a burguesia industrial, a burguesia
Casa exista interesse em conheçer o Plano de Governo do Partido Comunista Brasileiro, na integra, entre em contato com o E-mail navarro_luiz@yahoo.com.br ou pelo fone 82111803
terça-feira, 6 de julho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário