
Efeitos da crise sobre os empregos nas indústrias locais levaram entidades sindicais a realizar manifestação em abril
Joubert Lima
da equipe de a crítica
A onda de demissões nas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) continuou com força total em abril. Foram 2.199 demissões homologadas no mês passado, como a Proview do Brasil - fabricante de monitores - que perdeu 259 funcionários. A LG, que demitiu 65. Desde janeiro, as fábricas já dispensaram 7.297. O volume é 32,6% maior que o número de homologações registrado no primeiro quadrimestre de 2008. Os dados são do Sindicato dos Metalúrgicos.
As empresas vêm enfrentando dificuldades desde o início da crise econômica, em setembro do ano passado, com desaquecimento da produção em face da queda no consumo interno e nas exportações.
Entre as empresas que demitiram estão algumas do setor de duas rodas que assinaram acordo com o Governo do Estado para manter mão-de-obra em troca de um conjunto de incentivos. Foram homologadas 221 rescisões de contrato pela Yamaha. Mas o sindicato informou que não houve quebra de acordo pois 152 funcionários teriam pedido a demissão, de modo que a empresa se mantém dentro da margem de dispensas admissível no acordo com o Governo. A Moto Honda, que teve 96 demissões homologadas, também se manteve dentro da margem.
O presidente da entidade sindical, Valdemir Santana, disse que pelo menos uma empresa precisa se explicar. “A J.Toledo (fabricante de componentes para motocicletas) não aderiu ao acordo com o Estado, mas se beneficia indiretamente. Não sei o que o Governo vai fazer, mas a CUT (Central Única dos Trabalhadores) está denunciando essa empresa”, disse Santana.
Desde setembro, as empresas do PIM já demitiram cerca de 17 mil trabalhadores. Em abril, por exemplo, das dez empresas que mais dispensaram, seis produzem eletroeletrônicos. Temendo demissões em massa, o Ministério Público do Trabalho (MPT) pretende acionar as empresas que efetuarem dispensas excessivas.
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