quarta-feira, 13 de maio de 2009

lrmão do vice-governador espanca professor sala de aula


Omar desabafa e condena violência


Acompanhado da esposa, Nejme, o vice-governador Omar Aziz apresenta o documento do MPAM que demonstra que nada existe contra ele
Vice-governador do Amazonas reprovou agressão e pediu um basta nas acusações sorrateiras e infundadas de que tem sido vítima.

O vice-governador do Amazonas, Omar Abdel Aziz (PMN), tomou uma atitude decisiva na tarde de ontem para encerrar, de vez, as insinuações de pedofilia que algumas pessoas vem fazendo contra ele desde a última eleição. Omar convocou a imprensa para deplorar a atitude do irmão, empresário Amin Aziz, que agrediu a socos e pontapés o jornalista e professor universitário Gilson Monteiro na segunda-feira (11) e para demonstrar que não existe nenhum processo contra ele – em nenhuma instância ou esfera judicial, ou inquérito policial que seja, que o acuse de pedofilia.
Abalado, sempre ao lado de sua esposa Nejme, Omar Aziz esclareceu o episódio que se passou na sala do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no primeiro dia de aula de sua sobrinha, Samara.
Segundo Omar, no final da tarde de segunda, ele foi procurado por Amin Mansur (outro irmão e pai de Samara) e a própria Samara que contaram sua versão do episódio, apontando que no início da aula o professor Gilson Monteiro falava sobre atrelamento político da imprensa local e citou como exemplo o nome do vice-governador como pedófilo e acrescentou que rádios, TVs e jornais esconderam o fato.
Indignada com a acusação, Samara teria se levantado e se identificado como sobrinha e disse que Gilson não conhecia Omar para falar isso. “Ela afirma que o professor repetiu: ‘ele era, é e continuará sendo pedófilo’ e, diante disso, saiu chorando da sala, quando ligou para meu irmão”, contou Omar.
“O meu irmão tomou uma atitude irracional, condenável e vai responder por isso”, continuou o vice-governador, referindo-se ao fato de que Amin invadiu a sala onde Gilson dava aula e deu-lhe um soco no rosto. Depois de caído, Gilson ainda levou socos e pontapés. “Não apoio de maneira alguma o que meu irmão fez. Ele vai pagar por isso e eu acho muito bom que a Polícia Federal investigue este caso, porque assim não restará dúvida se eu estaria ou não manipulando a Polícia Civil, em caso de abertura de inquérito na esfera estadual”, apontou.
Sobre o professor Gilson Monteiro, Omar recomendou que ele vá à PF, mas desaprovou sua difamação gratuita. “Eu venho sofrendo desde a época da eleição uma campanha sorrateira, e ele ainda dá um exemplo, dentro da sala de aula, que não é verdadeiro, mas como ele é um formador de opinião passa a ser verdadeiro”, disse. Omar lembrou também que foi questionado por duas CPIs – uma do Congresso e outra da Assembleia Legislativa – e ainda por promotores de Justiça, e todos o inocentaram

Nenhum comentário: