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CONTATO
Rússia adverte Colômbia e Brasil: “qualquer uso ilegítimo da força na
Venezuela será considerado ameaça a segurança internacional”

A escalada da
integração entre Venezuela , Rússia e China alcança mais um estágio. Além do
campo econômico com exploração petroleira, fontes de crédito e compra de
mercadorias desde medicamentos até material bélico, a Federação Russa emitiu um
comunicado que é um aviso claro a Colômbia e aliados dos EUA.
A Comunicação,
assinada pelo embaixador russo em Bogotá, Sergei Koshkin, é de 28 de março, diz
explicitamente que qualquer incursão na Venezuela, que seja ‘apoiada por
qualquer país’ que se alia a oposição ao regime de Nicolas Maduro como é o caso
da Colômbia, será interpretado por Moscou como uma ameaça à paz e segurança
internacionais.
“O uso ilegítimo da força militar contra a Venezuela por outros estados
que apoiam a oposição vai ser considerado pelo Conselho da Federação da
Assembléia Federal da Federação Russa apenas como um ato de agressão contra um
Estado soberano e uma ameaça à paz e segurança internacional “
O chanceler Carlos
Holmes Trujillo rejeitou a declaração da Rússia na manhã desta terça-feira
Presidente da
Câmara dos Deputados, Alejandro Chacón, recebeu em seu gabinete uma carta com o
selo oficial da Embaixada da Rússia, esse critério para o congressista é uma
ameaça direta para a Colômbia.
Conselho da Federação Russa
Para Chacon, a
comunicação é de “extrema gravidade e importância” uma vez que a Constituição
prevê (nos artigos 173 e 212) que é o Senado, que deve aprovar a passagem de
tropas estrangeiras e qualquer declaração de guerra que faz Colômbia. Assim
explanou Chacon:
“É um aviso para o Congresso, porque, é este finalmente que permitirá
que o governo faça algum tipo de intervenção militar em território estrangeiro.
É claramente dirigido o Estado da Colômbia a ameaça, por isso estamos
confirmando que nos chegou diretamente ao Capitólio direta e não através dos
canais diplomáticos ”
Para ele, a carta
constitui uma questão de estado e gera um alarme fazendo-se necessário
notificar à Casa de Nariño(executivo) para tomar medidas diplomáticas
apropriadas.

É claro que a
utilização do parlamento colombiano para encaminhar a notificação se mostra uma
estratégia de informar a nação da responsabilidade de se arremeter contra a
Venezuela. Caso estivesse procurando o diálogo, a missão diplomática do Kremlin
teria encaminhado através do Ministério das Relações Exteriores inclusive e não
se valendo do correio normal. Quando enumera qualquer país, inclui os outros
associados do Grupo de Lima, inclusive o Brasil.
A ameaça inserida
no conteúdo da carta é uma declaração oficial sobre a crise na Venezuela
emitido pelo Conselho da Federação da Assembléia Federal da Federação Russa,
que é a câmara alta do Parlamento russo. É um aviso direto e claro aos
parlamentares que desencadeou temor no comando de Chacón.
A declaração
aprovada pelo parlamento russo em 27 de fevereiro, em uma reunião formal na
qual foi acordado de se encaminhar também a vários estados, não somente a Colômbia,
bem como várias organizações multilaterais como as Nações Unidas. Demonstra que
Moscou está firme em continuar a cooperar com o regime Maduro e que não
aceitará nenhuma interferência estrangeira.
Cambaleando com
apenas 20 % de aprovação, acusado por Trump de sua administração permitir mais
produção e envio de drogas aos EUA , o presidente Iván Duque se apressou a
responder: “Colômbia não está no plano de atacar nenhum Estado”. A advertência
russa não deixa dúvidas e vale para outros países aliados dos EUA, bem como
analisa que o objetivo deles não se limita à Venezuela, como mostra a
conclusão:
“Com suas medidas relacionadas ao envio
da chamada ajuda humanitária, os Estados que congelaram os ativos da Venezuela
no valor de dezenas de bilhões de dólares buscam empurrar a população para
derrubar as autoridades legítimas. Declarações de políticos importantes nos
Estados Unidos não deixam dúvidas de que um cenário semelhante está sendo
preparado contra a Nicarágua, Cuba e outras nações soberanas que rejeitam a
interferência em seus assuntos internos “

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