terça-feira, 2 de abril de 2019


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Rússia adverte Colômbia e Brasil: “qualquer uso ilegítimo da força na Venezuela será considerado ameaça a segurança internacional”
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A escalada da integração entre Venezuela , Rússia e China alcança mais um estágio. Além do campo econômico com exploração petroleira, fontes de crédito e compra de mercadorias desde medicamentos até material bélico, a Federação Russa emitiu um comunicado que é um aviso claro a Colômbia e aliados dos EUA.
A Comunicação, assinada pelo embaixador russo em Bogotá, Sergei Koshkin, é de 28 de março, diz explicitamente que qualquer incursão na Venezuela, que seja ‘apoiada por qualquer país’ que se alia a oposição ao regime de Nicolas Maduro como é o caso da Colômbia, será interpretado por Moscou como uma ameaça à paz e segurança internacionais.
“O uso ilegítimo da força militar contra a Venezuela por outros estados que apoiam a oposição vai ser considerado pelo Conselho da Federação da Assembléia Federal da Federação Russa apenas como um ato de agressão contra um Estado soberano e uma ameaça à paz e segurança internacional “
O chanceler Carlos Holmes Trujillo rejeitou a declaração da Rússia na manhã desta terça-feira
Presidente da Câmara dos Deputados, Alejandro Chacón, recebeu em seu gabinete uma carta com o selo oficial da Embaixada da Rússia, esse critério para o congressista é uma ameaça direta para a Colômbia.
https://i2.wp.com/www.geonoticias.com.br/wp-content/uploads/2019/04/conselho-federa%C3%A7%C3%A3o-russa.jpg?w=1024&ssl=1Conselho da Federação Russa
Para Chacon, a comunicação é de “extrema gravidade e importância” uma vez que a Constituição prevê (nos artigos 173 e 212) que é o Senado, que deve aprovar a passagem de tropas estrangeiras e qualquer declaração de guerra que faz Colômbia. Assim explanou Chacon:
“É um aviso para o Congresso, porque, é este finalmente que permitirá que o governo faça algum tipo de intervenção militar em território estrangeiro. É claramente dirigido o Estado da Colômbia a ameaça, por isso estamos confirmando que nos chegou diretamente ao Capitólio direta e não através dos canais diplomáticos ”
Para ele, a carta constitui uma questão de estado e gera um alarme fazendo-se necessário notificar à Casa de Nariño(executivo) para tomar medidas diplomáticas apropriadas.
La carta de Rusia sobre Venezuela que preocupa a la Cámara
É claro que a utilização do parlamento colombiano para encaminhar a notificação se mostra uma estratégia de informar a nação da responsabilidade de se arremeter contra a Venezuela. Caso estivesse procurando o diálogo, a missão diplomática do Kremlin teria encaminhado através do Ministério das Relações Exteriores inclusive e não se valendo do correio normal. Quando enumera qualquer país, inclui os outros associados do Grupo de Lima, inclusive o Brasil.
A ameaça inserida no conteúdo da carta é uma declaração oficial sobre a crise na Venezuela emitido pelo Conselho da Federação da Assembléia Federal da Federação Russa, que é a câmara alta do Parlamento russo. É um aviso direto e claro aos parlamentares que desencadeou temor no comando de Chacón.
A declaração aprovada pelo parlamento russo em 27 de fevereiro, em uma reunião formal na qual foi acordado de se encaminhar também a vários estados, não somente a Colômbia, bem como várias organizações multilaterais como as Nações Unidas. Demonstra que Moscou está firme em continuar a cooperar com o regime Maduro e que não aceitará nenhuma interferência estrangeira.
Cambaleando com apenas 20 % de aprovação, acusado por Trump de sua administração permitir mais produção e envio de drogas aos EUA , o presidente Iván Duque se apressou a responder: “Colômbia não está no plano de atacar nenhum Estado”. A advertência russa não deixa dúvidas e vale para outros países aliados dos EUA, bem como analisa que o objetivo deles não se limita à Venezuela, como mostra a conclusão:
“Com suas medidas relacionadas ao envio da chamada ajuda humanitária, os Estados que congelaram os ativos da Venezuela no valor de dezenas de bilhões de dólares buscam empurrar a população para derrubar as autoridades legítimas. Declarações de políticos importantes nos Estados Unidos não deixam dúvidas de que um cenário semelhante está sendo preparado contra a Nicarágua, Cuba e outras nações soberanas que rejeitam a interferência em seus assuntos internos “


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