quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Brasil entre os mais corruptos!



BERLIM (AFP) - A organização Transparência Internacional (TI) divulgou ontem seu relatório sobre o nível da corrupção mundial, onde o Brasil aparece na 75ª colocação, com um índice de 3,7, e o sigilo bancário é indicado como um dos principais fatores geradores desse problema endêmico.

O Brasil subiu cinco posições no ranking e agora ocupa o 75º lugar, um posto modesto mesmo entre os vários países da América Latina. O País, com a nota 3,7, aparece empatado com Colômbia e Peru.

A organização afirma que estes países aparecem entre as principais economias da região e, apesar da necessidade de se transformar em referências na luta contra a corrupção, se viram sacudidos por escândalos de impunidade, pagamentos irregulares, corrupção política etc.

Nesta classificação publicada desde 1955, a graduação vai de 0, referente aos países mais corruptos, a 10, as nações que menos apresentam problemas de corrupção.

Na América Latina, a Venezuela figura como um dos países mais corruptos do mundo, ocupando o posto 162, enquanto que o Chile e o Uruguai são considerados alunos modelos, compartilhando o posto 25.

Segundo o relatório da TI, enquanto a economia mundial registra uma tentativa de recuperação e algumas nações continuam a combater problemas como conflitos e insegurança, fica claro que nenhuma região do mundo está imune aos perigos da corrupção.

Ainda de acordo com organização, os países desenvolvidos devem se esforçar mais para lutar contra a corrupção em escala internacional, como, por exemplo, na área do sigilo bancário, que permite dissimular transferências de dinheiro sujo. Nesse sentido, a TI não poupa críticas aos países desenvolvidos.

“O dinheiro produto da corrupção não deveria encontrar zonas de refúgio. É hora de pôr fim às desculpas”, enfatizou a presidente da organização, Huguette Labelle, falando em coletiva de imprensa durante apresentação do relatório. A TI, por outro lado, relativiza seu próprio índice, indiando que o problema do sigilo bancário diz respeito a “muitos países que dominam a classificação”.

Menos sigilo

Os exemplos de países conhecidos por uma legislação muito protetora do sigilo bancário e, no entanto, bem localizados na lista são muitos, como é o caso da Suíça, em quinto lugar, e Luxemburgo, em 14º. A organização destaca o trabalho da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE) na área dos paraísos fiscais.

Quanto aos grandes planos de recuperação adotados pelos países ricos, a Transparência Internacional adverte para seus efeitos perversos. “Quando se gasta muito dinheiro público de forma muito rápida e as administrações que controlam os programas se veem transbordados, o risco de corrupção aumenta. É um grande fator de risco”, acresentou Schenck.

Postado:Prof.Sérgio

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