
Ex-prefeito Coari Adail Pinheiro (PMDB), chefe da quadrilha
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ouviu, ontem, na sede da Justiça Federal em Manaus, 11 testemunhas de acusação e de defesa dos magistrados e servidores da Justiça do Amazonas que enfrentam processo administrativo-disciplinar por terem sido flagrados ou citados em escutas da Polícia Federal (PF) durante a Operação Vorax.
Os desembargadores Domingos Chalub, Iedo Simões e o ex-desembargador Francisco Auzier, os juízes Rômulo Fernandes, Airton Gentil, Ana Paula Braga, Hugo Levy e Elcy Simões, e mais quatro servidores da Justiça estão sendo investigados pela suposta participação em um esquema de emissão de decisões judiciais favoráveis ao grupo político do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro em troca de favores e vantagens.
Até amanhã, o conselheiro Felipe Locke Cavalcanti, do CNJ, deverá ouvir pelo menos 20 testemunhas listadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelos investigados. Ontem, pela manhã, Locke colheu sete depoimentos, entre eles, o do advogado José Fernandes Júnior e o do ex-assessor de imprensa de Adail, Haroldo Portela.
Elci Simões e o irmão dele, Yêdo Simões, que foram afastados preventivamente pelo CNJ em agosto e retornaram às atividades em outubro, estiveram no plenário da Justiça Federal, acompanhando os depoimentos assim como Francisco Auzier. Participaram da sessão como ouvintes, mas não prestaram depoimento. “A Polícia Federal apurou fatos relativos a Coari, que geraram uma apuração criminal que corre na justiça comum e outra no STJ envolvendo autoridades com foro de prerrogativa. Na esfera administrativa-disciplinar o CNJ apura a conduta de membros do Judiciário. Nós estamos aqui para apurar a conduta de membros do Judiciário”, disse Locke.
Felipe Locke informou que não há um prazo específico para que o processo seja encerrado. Ele praticamente descartou a possibilidade da ação ser apreciada pelo plenário do CNJ ainda este ano. Segundo Locke, uma nova oitiva ainda precisa ser realizada, desta vez, em Brasília. “Acredito que dificilmente consigamos terminar a instrução e que todas as partes tenham se manifestado em alegações finais até o dia 15 de dezembro (última sessão do CNJ este ano). Mas penso que no começo do ano que vem nós tenhamos o resultado disso”, disse.
Fonte:acrítica
Postado:Prof.Sérgio
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