sábado, 9 de maio de 2009

Cháves expropria bens de empresas



Presidência/AFP

O presidente Chávez conversa com trabalhadores no Lago do Maracaibo




CARACAS, Venezuela (AFP) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desapropriou ontem bens e serviços da indústria de petróleo no Lago de Maracaibo (oeste), depois da promulgação de uma lei que estabelece o controle do Estado.

Ontem, no lago de Maracaibo, passaram para o Estado 300 lanchas, 30 rebocadores, 39 terminais e cais, cinco diques de estaleiros, o que representa a expropriação total ou parcial de 60 empresas que possuem estes bens, algumas delas estrangeiras, que serão indenizadas, segundo a lei.

A Venezuela, o maior país produtor de petróleo sul-americano, já instaurou em 2007, na riquíssima Faixa do Orinoco, um sistema de empresas mistas entre a Petróleos da Venezuela (PDVSA) e outras firmas, nas quais o Estado possui pelo menos 60% do capital.

“Estamos libertando a pátria, construindo o socialismo com os trabalhadores. Estes espaços são agora do povo, nós os libertamos do capitalismo, são espaços para a criação da nova pátria”, celebrou Chávez.

A nova lei concede ao Estado o controle das atividades ligadas ao setor dos hidrocarbonetos, tais como empresas de distribuição de água, vapor ou gás, de transporte de trabalhadores e de prestação de outros serviços na indústria petroleira. Segundo o ministro da Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, 85% das atividades sujeitas a esta lei, até então em mãos de empresas contratistas, já estão sob controle do Estado.

Segundo Chávez, 8 mil empregados que trabalhavam para as empresas expropriadas serão absorvidos pela estatal PDVSA. O setor de petróleo emprega 20 mil pessoas. Ainda de acordo com o presidente, a lei garantirá, além disso, uma economia de 700 milhões de dólares por ano à PDVSA, que até agora pagava a empresas terceirizadas por seus serviços. Nos últimos meses, várias firmas estrangeiras denunciaram a falta de pagamento por parte da PDVSA por seus serviços.

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