sexta-feira, 8 de maio de 2009

Prefeito não cumpre promessa de campanha






Conflito na porta da Prefeitura

Antônio Lima


Às 14h10, com a mão para fora do portão, guarda espirra jato de pimenta nos kombeiros que queriam entrar




Kombeiros da Cooperativa de Transporte da Zona Norte (Cooptrazon) e integrantes da guarda municipal metropolitana de Manaus entraram em confronto, ontem, na sede da Prefeitura Municipal. De um lado, os agentes do Poder Público usaram gás de pimenta para tentar conter os manifestantes. De outro, kombeiros armaram-se de barras de madeira para tentar atingir os guardas. Um portão de ferro impediu o acirramento do conflito.

Os kombeiros dizem que foram à prefeitura cobrar promessa de campanha para regulamentar o serviço na Zona Norte da cidade. O prefeito Amazonino Mendes argumenta que a conversa já aconteceu (em janeiro desse ano), e que a categoria não honrou sua parte do acordo – o que levou à decisão de proibir totalmente a atividade. Há dois dias, depois de protestos de taxistas que paralisaram por 30 minutos a avenida Max Teixeira, Zona Norte, Amazonino prometeu que iria acabar com as kombis-lotação.

A decisão será concretizada por meio de um decreto oficial, que o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) não encaminhou para a publicação no Diário Oficial do Município (DOM), segundo informou a subsecretária de Comunicação do Município, jornalista Mônica Santaela, porque estava trabalhando estratégia de repressão com a Polícia Militar para combater os clandestinos. Ela informou ainda que o decreto será públicado hoje no DOM.

De fora

Os kombeiros que foram à PMM não foram recebidos pelo prefeito, e reclamaram da diferença de tratamento em relação aos taxistas, insistindo no objetivo de encontrar Amazonino. Alegando não terem recebido sequer uma satisfação do Poder Público, os manifestantes começaram a balançar o portão de entrada da Prefeitura, que estava trancado. Os guardas municipais, então, espirraram spray de pimenta em quem estava mais perto do portão.

“Nós tentamos o diálogo, mas vieram com uma conversa de que alguém queria conversar só com dez da gente. Com os taxistas não foi assim. O prefeito falou com quase todos eles. Por que só com a gente tem que ser assim?”, questionou o kombeiro Sérgio Muril

fonte:acrítica

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