domingo, 25 de outubro de 2009

FALÁCIA DO GÁS II



Rede de distribuição que vai levar gás natural às usinas térmicas começou a ser construída no ano passado


Finalmente, Manaus está prestes a mudar sua matriz energética. A rede de distribuição para as usinas térmicas deve ser concluída ainda este ano e as fábricas do Polo Industrial devem começar a utilizar energia gerada a gás a partir de 2010. Porém, para o professor Jamal Chaar, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pouca coisa vai mudar logo de cara. A tarifa de energia não ficará mais barata - como muita gente está pensando - e não haverá gás, tão cedo, para abastecer a frota de veículos.

Mesmo com o uso do gás, a energia de Manaus continuará sendo subsidiada. Por fazer parte de um sistema isolado de geração e distribuição, o preço de mercado da energia consumida na cidade seria muito alto. Para compensar esse problema, existe uma taxa, a Conta de Consumo de Combustível (CCC), que é paga pelos consumidores dos demais Estados.

A CCC vai continuar existindo com a chegada do gás. A diferença está nos custos para a União, já que o gás natural é cerca de 50% mais barato que o óleo diesel usado nas usinas térmicas. O subsídio ao consumo de Manaus só vai parar quando a cidade estiver interligada ao sistema nacional por meio do linhão de Tucuruí.

Para o consumidor comum, de imediato, a única mudança estará na confiabilidade da oferta de energia. Ou seja, não vai faltar energia por falta de combustível nas usinas. Mas isso não significará o fim das interrupções no fornecimento. A falta de energia não ocorre porque as usinas são movidas a óleo, mas por uma série de fatores, mais ligados à vulnerabilidade da rede e a pontos de sobrecarga.

Indústria

Inicialmente, o gás também não vai fazer muita diferença para a indústria. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees) Wilson Périco, o ganho será na qualidade do fornecimento. Por conta do constante risco de interrupção, praticamente todas as fábricas possuem grupos geradores que não serão aposentados com a mudança da matriz energética. “O que esperamos é depender cada vez menos deles”, disse Périco.
Fonte:acrítica

Postado:Prof.Sérgio

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