quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SAÚDE DO AMAZONAS NA 'UTI'



A situação se agrava porque a receita não chega a R$ 800 mil e os gastos são maiores que R$ 1,2 milhão mensais



Com mais 1.132 pacientes na lista de espera para internação cirúrgica até o final do ano, dos quais 500 são para cirurgia geral, 550 para cirurgia ortopédica, 30 para neurocirurgia, 20 para a área de clínica médica e 22 de nefrologia, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) vai suspender, a partir da próxima segunda-feira, 26, a internação de pacientes clínicos e cirúrgicos por falta de materiais de insumos e medicamentos. O anúncio foi feito ontem pelo diretor do hospital, médico Lourivaldo Rodrigues, ao admitir que com isso não quer colocar em risco a vida dos pacientes. “Não temos um centavo para comprar nada, portanto, não podemos internar mais ninguém”, justificou.

Há seis meses na direção da instituição, que funciona como hospital de ensino vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sendo mantido com recursos do Ministério da Educação (MEC), Lourivaldo lamenta repetir o feito de diretores em administrações anteriores quando o mesmo problema afetou o hospital. “Temos que buscar soluções definitivas porque um hospital que responde pelo atendimento diário de mais de 467 pacientes dia e a realização de 920 exames de laboratório, 50 exames de radiologia e 10 exames de tomografia, diariamente, não pode ficar à míngua”, assegurou, observando que outros dez esperam vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Agravantes

A situação se agrava porque enquanto a receita do hospital não chega a R$ 800 mil, os gastos são maiores que R$ 1,2 milhão mensais e o MEC não libera os recursos. Atualmente, o Ministério da Saúde, via Sistema Único de Saúde (SUS), paga ao hospital R$ 10 por consulta e R$ 100 por cirurgias eletivas como neurocirurgias, cirurgias cardíacas, cardiovasculares e de cabeça e pescoço, para citar algumas.

Há dois anos, o hospital recebia ajuda financeira do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus, num total de R$ 500 mil, lembrou Lourivaldo, que pretende bater à porta do governador Eduardo Braga e dos parlamentares federais com o melhor argumento que poderia ter para mobilizá-los. “Atendemos pacientes pobres da capital e interior do Amazonas e da região Norte com cirurgias eletivas, temos os melhores médicos, logo não podemos permanecer nessa situação”, finalizou.
Fonte:acrítica

Postado:Prof.Sérgio

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