No arquivo da Folha
4.out.1994 – O prefeito de Manaus Amazonino Mendes (PPB) se elege governador do Amazonas pela segunda vez e declara o voto em Fernando Henrique (PSDB), abandonando o candidato de seu partido, Espiridião Amin. Amazonino diz que a eleição "talvez seja a mais fácil da história do Estado"
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28.jan.1997 – Amazonino Mendes vai a Brasília para trabalhar pela aprovação da emenda da reeleição, o que contraria interesses do ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, seu colega de partido.
13.mai.1997 – Em gravações obtidas pela Folha, o deputado Ronivon Santiago afirma que o governador Amazonino Mendes intermediou a compra de votos de deputados da região Norte para aprovar a emenda de reeleição. Na gravação, Ronivon diz que "O Amazonino marcou dinheiro para dar (R$) 200 (mil) para mim, 200 pro João Maia, 200 pra Zila e 200 pro Osmir". Amazonino nega e diz que a acusação é "fantasiosa e despropositada"
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24.jun.1997 – Em depoimento na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, Amazonino se recusa a abrir seu sigilo bancário, fiscal e telefônico e os deputados da oposição se retiram, alegando que, sem a quebra do sigilo, o depoimento não ajudaria as investigações. Amazonino admite ter "trabalhado com empenho" pela aprovação da emenda da reeleição, mas nega envolvimento na compra de votos.
4.jul.1997 – Depois de anunciar a demissão do presidente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Mauro Costa, o governo federal recua e o mantém no cargo por pressão do PSDB. Nomeado em 1996 pelo então ministro do Planejamento José Serra, Mauro Costa sofria oposição de Amazonino desde que promoveu uma auditoria na Suframa e demitiu 70 funcionários da Fucapi, fundação que presta serviços à superintendência, incluindo uma irmã e uma sobrinha de Amazonino Mendes.
8.out.1998 – Mesmo sendo derrotado na capital Manaus, Amazonino Mendes consegue se reeleger governador por uma pequena margem de votos. Na campanha, Amazonino contou com apoio do presidente Fernando Henrique e de adversários tradicionais, como o deputado federal Arthur Virgílio (PSDB) e Gilberto Mestrinho (PMDB), eleito para o Senado.
26.ago.2000 – O deputado estadual Mário Frota (PDT-AM) pede a instalação de uma CPI para investigar a origem dos recursos da casa de Amazonino Mendes, construída em área nobre de Manaus. Para Frota, a mansão, que conta com cinco suítes, elevador panorâmico, cachoeira artificial e três piscinas, não condizia com o salário de governador nem com a declaração de renda. Ao jornal "A Crítica", Amazonino disse que fez um financiamento pela Caixa Econômica Federal, mas não revelou valores. Disse também que o imóvel não foi declarado à Receita Federal porque ainda estaria em construção.
20.ago.2004 – O Ministério Público Federal denuncia Amazonino Mendes ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) por corrupção passiva. Amazonino é acusado de receber comissão de R$ 3,1 milhões da empresa North American Export Agencies Inc. para facilitar as licitações. O proprietário da empresa, Juarez Barreto Filho, é denunciado por corrupção ativa. Amazonino diz a acusação é uma "mentira deslavada" e que Barreto Filho já fizera denúncias falsas antes
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1º.nov.2004 – Pela primeira vez em 21 anos, Amazonino Mendes perde uma eleição no Amazonas. Serafim Côrrea (PSB) é eleito prefeito de Manaus no segundo turno com 51% dos votos válidos. Amazonino declara apenas que "perder faz parte do jogo"
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23.jul.2008 – Amazonino Mendes, candidato a prefeito de Manaus, é incluído em lista de candidatos com a ficha suja, publicado pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). O candidato responde que dois dos quatro processos citados foram arquivados e em outro ele foi absolvido. O nome de Amazonino foi retirado da lista da AMB em agosto graças a um habeas corpus
quinta-feira, 23 de abril de 2009
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