segunda-feira, 27 de abril de 2009

LULA EM MANAUS,ENXUGAR GELO ou ENCHER LINGUIÇA

Quando desembarcou em Manaus na manhã desta segunda-feira, o presidente Lula, o dirigente do Brasil que mais visitou o Amazonas, não saberia dizer direito por que desembarcara mais uma vez na cidade. Se veio para enxugar gelo das promessas ocas ou encher linguiça das miragens impossíveis.. No meio de um esquema de segurança digno de Barack Obama, com viaturas novinhas da Polícia Militar espalhadas em pontos estratégicos...(mal sabe ele que a PM está completamente sucateada, sem sequer uniformes tem para a nova safra de policiais), Lula foi levado para visitar as obras da ponte do governador Eduardo Braga, aquela que, segundo Mestrinho, une nada a lugar algum, com todo respeito aos municípios envolvidos. Ali, ele não faz idéia do que poderia ser feito, além de renovação das balsas – as últimas foram colocadas pelo Boto nos anos 90 – com um bilhão de reais aplicado na obra. Especialmente agora em que as águas amazônicas, numa enchente histórica, afundaram as casas e as esperanças de centenas de milhares de ribeirinhos historicamente esquecidos.



Condições dramáticas

Lula não irá ao outro lado onde a ponte chegará antes das próximas eleições. E onde as condições sanitárias e de sobrevivência das populações é dramática e desumana. A mídia nacional correria o risco de revelar que as famílias vão ter que dar seu jeito com os R$ 300,00 que algumas irão receber para comprar comida e palha para fazer um tapiri, pois as águas cobriram as palmeiras de buriti e esconderam as fontes de alimento. Vai que alguém da mídia nacional revele que 18 milhões de reais foram pagos à agência do “Orgulho amazonense” e deixaram no caixa da viúva apenas seis para aliviar a tragédia da enchente.

Não há previsão para quando chegar o pior, quando as águas baixarem e deixarem as doenças que as enchentes costumar trazer. Depois ele vai visitar o Terminal Hidroviário de São Raimundo, que vai suprir as lacunas da privatização do porto histórico, entregue pelo Negão à máfia napolitana dos Di Carli e que se encontra em estado de abandono.



Costela e promessa

Em seguida Lula vai se refestelar com costela de tambaqui num almoço em alto estilo no Centro Cultural Povos da Amazônia com os governadores da região amazônica, dos quais ouvirá emprestará ouvidos e expectativas para promessas de redução de desigualdades sete anos depois de ter assumido a presidência. Na reunião aberta com os governadores na cúpula do Centro Cultural, uma obra do Negão que ele vai fazer questão de ignorar, ele fará a distribuição de títulos de terras, ainda na cúpula do Centro Cultural Povos da Amazônia, através do Programa de Titularização, fruto de uma parceria entre Incra e Instituto de Terras do Amazonas (Iteam); Mal sabe que o Incra é o maior legitimador de grilagem de terras na região e que desde que João Pedro dirigiu a autarquia nunca mais ela recompôs sua já precária credibilidade.

Gelo ou lingüiça

À tarde ele irá à Colônia Antônio Aleixoo, onde há três anos, esteve para visitar os hansenianos a convite de Gilberto Mestrinho, o grande defensor daquela comunidade historicamente esquecida e discriminada. Lá ele inaugura o SPA e Policlínica Chapeau Prévaut, uma antiga e urgente reivindicação da Colôni, onde também inaugura o Lar Azamor Guedes, para hansenianos que às 17h recebem as chaves do conjunto residencial Cidadão 9, Colônia Antônio Aleixo; Aí ele ruma para o Tropical Hotel Manaus e na manhã desta terça-feira, 28 de abril embarca para o Acre, sem saber direito se enxugou gelo ou encheu lingüiça em mais uma passagem pelo Amazonas.



Blá-blá-blá
Na reunião com os governadores da Amazônia Legal ele veio para assinar o "Compromisso Mais Amazônia pela Cidadania" que tem por meta a redução das desigualdades na região. Ele garante a conclusão das obras da BR-319, considerada por ele "fundamental para a integração e para o desenvolvimento regional"; reitera a defesa que tem feito ao Polo Industrial de Manaus e confia na aprovação da reforma tributária que já tramita no Congresso Nacional. O presidente explica que não terá poder de veto ou de sanção com relação à prorrogação da Zona Franca de Manaus, de 2023 para 2033, incluída na reforma tributária, porque se trata de Emenda Constitucional.

Nenhum comentário: