segunda-feira, 6 de abril de 2009
O VALOR DA JUSTIÇA NO AMAZONAS
O jornal Repórter desta semana revela as acusações feitas a juizes, promotores e desembargadores em depoimento à justiça do Acre pelo latrocida Martini Martiniano: “Quem tem dinheiro tem a justiça do Amazonas nas mãos”, disse Martiniano, que cita uma briga envolvendo dois juizes e um desembargador por causa de R$ 50 mil (veja matéria abaixo). O latrocida, segundo a reportagem de capa do jornal, faz ainda uma revelação surpreendente. Diz que o promotor Cândido Honório foi o homem que elaborou o plano, descoberto pela polícia do Amazonas ano passado, para matar o então procurador do Ministério Público Estadual e hoje ministro do STJ, Mauro Campbell Marques. Honório rechaçou a acusação.Veja matéria, cedida ao Blog pelo Repórter Em junho do ano passado, Martini Martiniano de Oliveira foi preso pela Polícia Federal em Manaus em cumprimento à carta precatória expedida pela juíza acreana Denise Bomfim, em virtude do envolvimento dele no assassinato do corpo do médico Abib Cury, em Rio Branco, em 1997. Dois dias depois, o desembargador Ruy Morato expediu hábeas corpus, liberando o latrocida. No dia seguinte, o desembargador Affimar Cabo Verde cassou o hábeas corpus, mas Martini já tinha fugido do Estado.Fuga espetacularEm depoimento, que o jornal Repórter teve acesso com exclusividade, Martini Martiniano disse que fugiu na lancha da Polícia Militar do Amazonas (Pmam) para a cidade de Juriti, Estado do Pará, usando farda da PM, contando com a segurança dos soldados Aguiar e Ferreira, o “Ferreirinha”, do cabo Pinto e do sargento Assis. O soldado que pilotava a lancha reclamou de estar dando segurança a um fugitivo da justiça, mas recebeu ordem do Comando de Policiamento do Estado (CPE), para seguir ao Pará. À época, estava no comando do CPE o coronel David.De Juriti, o latrocida fugiu para João Pessoa, Estado da Paraíba, onde foi preso no início do mês de novembro do ano passado por policiais federais e policiais militares do Departamento de Inteligência daquele Estado. Dois dias depois, Martini foi transferido para Rio Branco onde se dispôs a contar todo o esquema de corrupção no Anazonas, em troca da segurança à sua mulher e seus filhos, que ainda estavam em Manaus.Trânsito livreQuando morava em Manaus, fazendo a segurança de áreas invadidas pelo empresário e grileiro Mouhamad Mourad, Martini Martiniano comandou assaltos a carros fortes e assassinatos, chegando a enterrar 18 corpos no terreno de sua casa, localizada na avenida Tarumã, 1000. Nas ações criminosas, Martini contava com apoio de policiais militares e civis.O latrocida citou em depoimento os nomes dos policiais militares Major PM Amadeu, Major PM Benfica, Major PM Claudemir e dos soldados Gouveia e Riva, além dos soldados Aguiar e Ferreira, o “Ferreirinha”, do cabo Pinto e do sargento Assis como integrante do esquema de segurança às áreas invadidas.Segundo Martini, o comando da PM tinha conhecimento de todas as ações porque, após o assalto a Rapidão Cometa ficou alguns dias presos no Comando Geral, sendo transferido posteriormente para o CPE, onde foi libertado.Martini também citou os policiais civis Thomaz, Marcos, Sérgio e “Canhoto”, todos lotados na Secretaria de Inteligência como integrantes da organização criminosa. O latrocida disse que os policiais civis e militares sempre passavam na área invadida para pegar a propina, parte dela conseguida com dinheiro de Organizações Não Governamentais (ONGs).O latrocida chegou a acusar um corretor de imóvel e policial civil de tê-lo ameaçado de morte no terreno invadido. Martini Martiniano foi ouvido na Corregedoria da Polícia Civil pela delegada Raquel Vieira de Souza e no MPE-AM pela promotora Simone Braga Luniére da Costa mas, mesmo com a prisão decretada pela justiça acreana, não foi detido.
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