segunda-feira, 20 de abril de 2009

PERFIL DE AMAZONINO CARA DE PAU MENDES

[editar] Prefeito de Manaus de 1983 a 1986
Em 1983 Amazonino assumiu a PMM indicado no ano anterior por Gilberto Mestrinho. No mês de setembro decretou aumento de 100% na tarifa do transporte coletivo. Estudantes e opositores foram às ruas, mas o movimento foi violentamente reprimido pela PM.


[editar] Governador do Amazonas de 1987 a 1990
Durante a campanha de 1986, Amazonino fez apologia ao crime ambiental prometendo dar uma motoserra a cada caboclo do interior do estado [3]. O IBDF (atual IBAMA) ameaçou processa-lo e ele recuou. Chegou a distribuir 2.000 motosserras aos eleitores, as quais acabaram vendidas a madeireiros a preços irrisórios[4].

Em 1989 Amazonino atentou contra a Constituição Federal extinguindo a Polícia Civil, alegando que a mesma estava podre e corrupta[5]. Conforme a constituição, legislar sobre as polícias é atribuição do Congresso Nacional. Isso inclui extinguir, unificar e outros. A avalanche de ações judiciais impetradas por delegados e policiais colocados em disponibilidade fizeram Amazonino restaurar o "status quo". O então governador teve que pagar vencimentos atrasados de todos os profissionais de Segurança Pública.


[editar] Prefeito de Manaus de 1993 a 1994

[editar] Governador do Amazonas de 1995 a 1998
Amazonino se elege governador pela segunda vez.

Em 1996 criou um bairro e um hospital para homenagear sua mãe, ambos com o nome de dela (Francisca Mendes).

Em 1997 os professores da rede estadual fazem uma manifestação por melhores salários. Amazonino vai pessoalmente ao encontro deles acompanhado da Polícia Militar e dá a ordem para dispersar o movimento. A PM cumpriu à risca a ordem e 25 professores foram parar nos hospitais de Manaus e ainda foram presos.


[editar] Envolvimento com o Mensalão
No mesmo ano seria acusado de ser o principal articulador do mensalão para a emenda da reeleição de FHC[6]. Segundo os acusadores teria distribuindo módicos 200 mil reais para cada deputado federal em troca da aprovação da emenda[7][8].


[editar] Destaque na Mídia Nacional
Em 21 de maio de 1997 a revista Veja começou a dar destaque a Amazonino com a materia: "Na Amazônia governada por Orleir Cameli e Amazonino Mendes, poder,negócios e escândalo se misturam"

Duas vezes governador, uma vez prefeito de Manaus e uma vez senador, Amazonino é, aos 57 anos, um homem riquíssimo. Sua fortuna é estimada em 200 milhões de reais. Mora numa casa espetacular nos arredores de Manaus, com piscinas em cascata e dois lagos artificiais, tem dois iates, um jatinho Learjet, mas o seu patrimônio é um mistério. Quase nada está em seu nome. A casa em que mora - sozinho, longe da mulher e dos três filhos - pertence ao empreiteiro Otávio Raman. Quando Amazonino começou a carreira política, quinze anos atrás, Raman era pobre e vivia como motorista de caminhão. Hoje é um dos empresários mais ricos do Amazonas, dono das duas maiores empreiteiras do Estado, a Capa e a Exata. Amazonino foi alvo de uma denúncia do Ministério Público por morar na casa do empreiteiro e defendeu-se alegando que pagava um aluguel de 2 000 reais por mês - uma pechincha, considerando o conforto da residência. Amazonino gosta de ostentar sua fortuna. O último de seus brinquedos é um avião Learjet. O governador comprou o jato, em seguida o arrendou à Líder Taxi Aéreo, que por sua vez o arrendou ao governo do Amazonas. Hoje, o jato serve exclusivamente ao governador do Amazonas. Em troca, o governo estadual, de Amazonino, paga à empresa de aviação 230 000 dólares por mês, despesa que inclui a hospedagem permanente dos três tripulantes do avião no Hotel Tropical, o mais caro de Manaus.[9]

— Revista Veja 21/04/1997

No dia 4 de junho a revista Veja publicou "Pororoca de Escândalo". Na materia a revista levanta várias acusasões ao então governador, tais como a de ser ele o verdadeiro próprietário da construtora Econcel[10] e de estar ligado ao assassinato do empresário Samek Rosenski, dono da fábrica de relógios Cosmos, assassinado em São Paulo. A denúncia foi feita por um empresário de Manaus, Fernando Bomfim. Ele confessou ter feito carreira como testa-de-ferro de Amazonino e disse ter meios de sustentar o que diz. No dia 17 de março, Bomfim gravou uma conversa com Armando, filho do governador. Na reunião, que durou duas horas, fala-se sem rodeios sobre a troca dos laranjas na empresa.

Rica nos detalhes, a fita mostra que pai e filho têm uma relação de disputa em família -- tanto que, a certa altura, Armando, 32 anos, conta que conversou com o pai só para desfazer a suspeita de que o estava roubando. Armando também fala de um assunto escabroso, a morte do empresário Samek Rosenski, dono da fábrica de relógio Cosmos, assassinado em São Paulo, com um tiro na cabeça, quando seu carro estava parado num cruzamento. Depois de dizer que foi prejudicado por Rosenski num negócio, Armando revela detalhes sobre sua morte. Conta que soube do assassinato de Rosenski quando estava de viagem por Viena e relata uma novidade sobre o crime -- um segurança seu em São Paulo foi a primeira pessoa a encontrar o corpo. Ao saber da morte, um sócio que o acompanhava na viagem ficou tão contente que comemorou com um champanhe. No meio da conversa, em tom pouco angelical, Bomfim chega a comentar: "Esse f.d.p. mereceu a bala na cabeça"[11]

— Revista Veja 04/06/1997

As acusações levantadas pela revista levaram a instauração de um projeto que está sendo julgado até hoje.[12]

Caso a denúncia seja comprovada, Amazonino Mendes terá assegurado um lugar inovador na história da corrupção brasileira. Não é o clássico caso do político que promove concorrências fraudadas para beneficiar empreiteiros, recebendo uma comissão em troca -- o governador faz obras públicas em benefício próprio, sem intermediários.[13]

— Revista Veja 04/06/1997

Em 6 de agosto é a vez da revista Isto É publicar a matéria "Faroeste Amazônico" onde acusa Amazonino de envolvimento com o narcotráfico na região norte.

Quem comanda tudo é o Amazonino. Hoje a Marmud Cameli está fazendo obras da BR-174 e constrói portos no Amazonas. Em contrapartida, empresas como a Kapa, a Enpa e a Econcel fazem obras das estradas BR-317 e BR-364, no Acre. A Econcel é aquela que o suposto dono, o Fernando Bonfim, diz que ela pertence ao Amazonino e até apresentou fitas com o filho do governador admitindo isso. Já o Otávio Raman, dono da Kapa, aluga para o Amazonino a mansão onde ele mora, por R$ 7 mil mensais, quando se sabe que o salário de governador é de R$ 6 mil. A Enpa é a Contrec, do Lázaro Barbosa.[14]

— Guilherme Duque Estrada a Revista Isto É 06/08/1997


[editar] Governador do Estado do Amazonas de 1999 a 2002
Em 2001 sua mansão de 2.500 metros quadrados avaliada em mais de 10 milhões de reais e a manchete em diversos jornais e revistas do Brasil[15]. No mesmo ano seu governo patrocinou o Ecosystem 1.0, em Manaus. O local foi uma pedreira abandonada, cercada pela mata amazônica, por onde passaram 45.000 pessoas em quatro dias de festa, com supervisão do Greenpeace, e com DJs brasileiros e estrangeiros. Até o apresentador de TV Gugu Liberato esteve lá para conferir. A rave amazonense logo ganhou características locais: ameaçou virar um escândalo político com a acusação de que o governo estadual gastou 3,6 milhões de reais com a festa, sem licitação alguma. Isso porque um dos promotores foi o filho do então governador Amazonino Mendes[16].

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