A FARRA DAS FUNDAÇÕES
As chamadas entidades sem fins lucrativos receberam nos últimos cinco anos R$ 1,5 bilhão do governo do Estado. É a maior farra com dinheiro público da história do Amazonas. Entre as fundações, a Boas Novas se destaca com R$ 12,7 milhões.
Somente em 2005, a fundação, ligada a Igreja Assembléia de Deus, abocanhou R$ 6 milhões. O que espanta especialistas do Tribunal de Contas, consultados pelo Blog, é a falta de critérios na liberação desses recursos.
No vale-tudo para tirar pedaços de um patrimônio que é da sociedade, entram clubes profissionais – que na verdade não constituem o terceiro setor da economia, mas são brindados com recursos do contribuinte, sem a respectiva contrapartida. O São Raimundo perdeu todas as competições, mas levou o dinheiro: R$ 4,7 milhões. O Nacional também mordeu: R$ 3 milhões.
Criar fundações, associações de bairros e de municípios, passou a ser um meio de ganhar muito dinheiro. Que o diga a Associação dos Itacoatiarenses, cuja mordida é maior do que os 210 quilômetros que separam o município de Manaus. A Associação levou R$ 3,8 milhões.
Mas liderança da festa ainda é dos Amigos da Cultura, capitaneada pelo secretário Robério Braga. A fundação é um mecanismo que o gestor público utiliza para driblar o processo licitatório.
A Fundação Amigos da Cultura foi premiada, nos primerios oito meses do ano passado, quando o levantamento foi encerrado pela Coordenação de Auditoria de Natureza Operacional do Tribunal de Contas do Estado, com R$ 41,5 milhões. Nos últimos seis anos, Robério administrou R$ 258 milhões, dinheiro repassado à Fundação Amigos da Cultura. Veja em seguida a relação das 222 instituições beneficiadas, com o valor recebido por cada uma delas.
terça-feira, 28 de abril de 2009
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