A implantação do novo sistema viário, chamado Expresso, estava na ordem do dia, em 2001. Em maio daquele ano, durante uma entrevista, um repórter perguntou ao então prefeito Alfredo Nascimento, se a população teria de ser “educada” para usar o sistema Expresso. Resposta de Alfredo: “Exatamente. Vamos veicular uma campanha publicitária, explicando em rádios, TVs, jornais, cartilhas e folhetos, tudo sobre o Expresso. Antes da hora de o sistema entrar em atividade, a população será preparada. Só não estamos fazendo ainda porque faltam alguns meses e,até lá, já esqueceram de tudo”. Alfredo sinaliza que em 2010 será candidato ao governo e um esquecimento geral do “estresso”, como acabou sendo apelidado o “maior projeto social” de sua administração na prefeitura, viria a calhar. Mas não deve ser tão difícil, como bem deu provas em 2006, quando foi eleito senador do Amazonas, com 630 mil votos. Tudo tão tranqüilo que deixou o suplente João Pedro na sua cadeira no Senado e foi, de novo, para o ministério dos Transportes.
Ao cobrar agilidade nas obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – o presidente Lula só faltou chamar o seu ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, de ineficiente. Com esse pito, Lula pode ter contribuído para uma mudança de marcha na desenfreada campanha que Alfredo já realiza com vistas ao governo do Amazonas em 2010. E reforçou a especulação que rola nos bastidores de Brasília, de que Alfredo será substituído ainda este ano pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi. O ministro tem R$ 904 bilhões para aplicar em obras e só conseguiu gastar R$ 10 bilhões. Para Lula, isso não foi excesso de economia, mas falta de disposição para o trabalho. Claro que o presidente não falou dessa forma, mas sabe deixar sua mensagem muito claramente quando quer mandar um de seus colaboradores para o armário. Ao contrário de quando era prefeito de Manaus, Alfredo não pode, como ministro, esconder a sua ineficiência em maciça propaganda nos meios de comunicação. Agora tem patrão e é cobrado em público. O risco para ele é essa apatia para o trabalho, exposta pelo presidente, melar de vez a sua candidatura ao governo do Amazonas em 2010.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário