sexta-feira, 24 de julho de 2009

Alerta aos povos indígenas



A Funasa recomenda que os Dseis se articulem com os hospitais de referências para atendimentos de casos graves


O Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Solimões (Dsei) inicia na próxima semana um trabalho educativo para alertar as populações indígenas sobre a necessidade de comunicarem possíveis sintomas da Influenza A (H1N1), a gripe suína, nas comunidades aos agentes de saúde da região.

Anteontem, a Funasa distribuiu nota oficial informando sobre as novas recomendações e orientações de atendimento aos povos indígenas vitimas de gripe suína. A nota está no site da Funasa, www.funasa.gov.br.

A Funasa orienta que os agentes de saúde “se articulem com os Laboratórios Centrais de Saúde Pública para estabelecer estratégias de coletas, acondiciamento e transporte de amostras, de acordo com a especificidade de cada área indígena”. Também recomenda que os Dseis se articulem com os hospitais de referências para atendimentos de casos graves entre os indígenas e apresenta medidas preventivas para o transporte dos pacientes.

O chefe do Dsei do Alto Solimões, Plínio Cruz, disse que a maior preocupação da Funasa é com os constantes “passeios” que os indígenas fazem cruzando as fronteiras. “Os índios têm parentes do lado peruano e colombiano. Esse trânsito ninguém pode impedir. O que podemos fazer é orientá-los para que tomem cuidado, que procurem as unidades de saúde e os agentes. Os enfermeiros também receberam informações para agir nessa situação”, afirmou Plínio.

Segundo o diretor do departamento de Saúde Indígena da Funasa,Wanderley Guenka., as populações indígenas que vivem próximas às zonas urbanas são às mais vulneráveis à gripe suína. Ele disse que, atualmente, a Funasa está atuando com mais atenção junto às comunidades do Estado do Rio Grande do Sul, onde vivem 18 mil indígenas aldeados.

Guenka não descartou que indígenas também corram risco de contrair a doença e explicou que o protocolo do Ministério da Saúde foi repassado para todos Dsei do país. “Precisamos ficar atentos, sobretudo pelas condições sociais dos indígenas. É possível que ocorra casos de gripe suína nas aldeias”, disse. Guenka disse que, embora a região Norte não apresente casos significativos de gripe suína, a Funasa está preocupação com a doença nas aldeias.

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