sábado, 25 de julho de 2009

"Justiça amazonense"!!!


Até quando vamos aceitar essas injustiças


Prêmio a quem desrespeita o público



A Justiça amazonense autorizou ontem as empresas de ônibus que operam em Manaus a reajustar o preço da tarifa em 11,23%, um valor acima da inflação oficial brasileira. Ao final e ao cabo o usuário deve passar a pagar algo entre R$ 2,20 e R$ 2,25 pelo irregular serviço prestado pelo consórcio Transmanaus.

É bom lembrar que o aumento da tarifa não poderia vir em pior hora, sobretudo após a Prefeitura Municipal ter elencado uma série de irregularidades cometidas pelo consórcio na prestação do serviço que atende quase 1 milhão de pessoas. Ressalte-se que nenhum juiz ou desembargador está incluído nessa conta. Neste sentido o fato da Justiça ser cega contribuiu para a realização de uma grande injustiça, sobretudo quando se ouve as declarações dos principais dirigentes deste consórcio e do órgão de classe patronal.

Um dos argumentos que embasam a decisão também conspira contra a razoabilidade da medida, que atribui a uma possível falta de pagamento dos funcionários motivos para justificar o aumento. Hora, no momento em que sabemos, pela boca dos próprios empresários, que a Transmanaus não paga impostos e tributos, que é beneficiada por isenção fiscal do ICMS sobre combustível, que não faz a higienização correta dos ônibus que atendem a população, como é que se concede um aumento de 11%?

Como decisão judicial apenas se cumpre, cabe agora à parte prejudicada, o povo pobre e humilde que viaja em ônibus sujos, sem ar condicionado, embalado como se estivesse em latas de sardinha, reagir diretamente ou por meio de seus representantes, exigindo, na forma da lei, a melhoria imediata do serviço. É obrigação do povo, que pagará mais caro pelo serviço, exigir cumprimento do horário, exigir o fim das ameaças de greves, a higienização correta dos veículos e a compra de novos ônibus, como reza o contrato. Do poder concedente, que age em nome do povo, se espera uma reação na forma de remédio jurídico que derrube a decisão que hoje prejudica milhares de usuários.

Por fim espera-se que a Prefeitura mantenha a decisão de cobrar do consórcio Transmanaus a plena realização do contrato e coloque na rua sua equipe de fiscais com vistas a por ordem no sistema, hoje considerado caótico e sem condições de atender plenamente o interesse público. É o mínimo que se pede!

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