Mesas de sinuca dentro d’água dão uma ideia do tipo de prejuízo que comerciantes tiveram com a cheia
Prejuíso que veio na hora mais errada
A enchente pegou a comerciante Vera Lúcia Duarte Nascimento, 44, num momento em que estava endividada por conta de investimentos feitos no imóvel e na compra de material para a pequena taberna. Fez ainda diminuir a clientela e ainda ocasionou o estrago de incontáveis produtos.
Sobre o futuro, ela conta que espera retornar à sede principal de seu comércio, na rua Pico das Águas, em São Geraldo, zona Centro Sul, e voltar a trabalhar como antes.
“Tive muito azar de fazer um prédio novo, fiquei devendo, e agora o jeito será trabalhar dobrado”, diz Vera, que há cinco anos mantém o pequeno comércio. Sobre o futuro, a comerciante diz que ficará no local por absoluta falta de opção.
Na Pico das Águas, a enchente alagou casas até o telhado, invadiu a quadra de areia da comunidade e paralisou as aulas numa escola municipal. Os moradores tiveram que entrar em suas casas por meio de ponte e, alguns transitavam de cócoras por dentro dos cômodos do próprio imóvel.
“Eu mesmo tive que fazer um assoalho mais alto, comprei madeira a R$ 120,00 a dúzia para manter o funcionamento”, diz Vera.
Na travessa da Escola, uma viela paralela à rua Humberto de Campos, em São Jorge, o carregador Felinto José Marques, 46, diz que a enchente mete medo, mas como não tem para onde ir, o jeito é voltar para casa, fazer a limpeza e rezar para que no ano que vem seja diferente.
Na rua Maués, na Cachoerinha, o camelô Geraldo Cantela, 52, conta que voltou para casa na quinta-feira e ainda estava fazendo a limpeza.
“A água do 40 alagou quase um metro minha casa, meus filhos e minha mulher foram para o abrigo da prefeitura e eu fiquei morando pendurado para não ser roubado”, conta, acrescentando que por ele não sairia do local porque fica perto de tudo.
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