terça-feira, 21 de julho de 2009

Trabalhadores escravo libertos!!!


Imagem do trabalhador brasileiro


Blitz no Rio liberta 105 que trabalhavam como escravos
Contratados para corte de cana, eles viviam em condição considerada degradante


O Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho, apoiado por agentes da Polícia Federal, libertou na manhã de ontem, na cidade de São Francisco de Itabapoana, norte do Rio de Janeiro, 105 trabalhadores - 80 deles baianos - que nos últimos quatro meses foram submetidos à situação semelhante a de trabalho escravo.

Os empregadores - os irmãos Amaro Barros Fernandes e Jorge Fernandes Francisco - responderão a processo na Justiça do Trabalho e podem enfrentar processo criminal se for aberto inquérito pela Polícia Federal. Sem carteira de trabalho assinada e vivendo em condição considerada degradante pelo procurador do trabalho Jorsinei Nascimento, os homens foram contratados para cortar cana que abastecia a Usina Paineiras S/A, no município de Itapemirim, no Espírito Santo, segundo documentos encontrados pelos auditores.

Além da falta de registros dos trabalhadores, os dois são acusados de descontar dos salários despesas que legalmente cabem ao empregador, como a passagem da terra natal para o norte fluminense, os equipamentos de proteção individual e o alojamento.

Os irmãos Fernandes descontavam de cada um dos trabalhadores o equivalente a R$ 90 mensais a título de pagamento do salário desemprego. Diziam que o valor seria pago quando fossem dispensados, no término da safra. Como o seguro só é pago ao trabalhador demitido com registro, nenhum deles fará jus ao benefício.

Para evitar as constantes blitze que os auditores do trabalho têm feito em fazendas de plantações e de gado, os empresários que assumem a empreitada do corte de cana estão adotando novos critérios de trabalho, segundo os auditores federais e o procurador Nascimento. Eles já não mantêm o trabalhador em alojamentos degradantes dentro das fazendas, mas os espalham por casas alugadas, preferencialmente em municípios ou mesmo Estados diferentes do local do trabalho.

Os trabalhadores libertados ontem, por exemplo, estavam alojados em casas em péssimas condições e desenvolviam suas atividades em outras cidades. Uma delas era um bar, cujo balcão divide as duas camas ali colocadas. Os mosquiteiros sobre as camas foram entregues pelos chamados "gatos". "Eles já avisaram que vão descontar. São R$ 9", explicou Florisvaldo Suzart, de 39 anos, que veio do município de Água Fina , na Bahia, em maio passado.

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