terça-feira, 28 de julho de 2009

População refem dos empresários



Passageiros tiveram de sair dos ônibus às 9h, quando rodoviários fizeram sua manifestação. Muitos ficaram revoltados



Prazo de 24 horas

Depois de anunciar que faria greve geral no dia de hoje, o Sindicato dos Rodoviários do Amazonas voltou atrás na decisão após conversa com os empresários, e deu um prazo de 24 horas para resolver a questão do pagamento do abono salarial dos meses de maio, junho e julho.

A dívida chega a R$ 2,8 milhões. “Os funcionários não querem greve, queremos o pagamento do que é direito nosso. Esse valor deveria ter sido pago no dia 20 de julho. Vamos esperar até amanhã (hoje) de noite”, anunciou o presidente do sindicato, Josildo Oliveira.

Na tarde de ontem, em coletiva à imprensa, além de reivindicar o pagamento da dívida da Transmanaus com os 10 mil funcionários (8,5 mil na ativa e 1,5 mil afastados), Josildo ainda mostrou preocupação sobre uma decisão recente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) de transformar o serviço de ônibus em lotes de concessão. O trecho diz que “em caso de destituição da pretendente no lote, não haverá sucessão trabalhista ou fiscal pela pretendente que assumir o respectivo lote”.

“Aqui em Manaus não entra ninguém se não negociar com o sindicato. Um bote está sendo armado contra os trabalhadores”, vociferou Josildo. “Vamos lutar pela Transmanaus, mas queremos nossos empregos. Então nossa vontade é que cada empresa do consórcio responda, individualmente, pelos seus funcionários e problemas.”

“Não existe a possibilidade de aceitarmos um acordo em cima de outro acordo, feito há mais de dois meses. Agora, eles querem pagar em seis vezes, não dá”, afirmou Josildo.

O acordo a que ele se refere é um abono salarial proposto à classe rodoviária no dia 14 de maio, quando eles reivindicaram aumento salarial. O abono foi proposto para os meses de maio a julho, e o pagamento deveria ser efetuado no dia 20 de julho. “Não temos dinheiro. Amanhã (hoje) vamos participar de uma reunião no IMTT. Caso saia o reajuste, teremos condições de pedir empréstimo nos bancos para pagar essas pessoas”, alegou o presidente do Sinetram, Acir Gurgacz.

A prefeitura já está pensando em “acabar com o monopólio” da Transmanaus, dividindo as áreas da cidade em lotes por cada uma das filiais, separadamente e estabelecer prazos para que as empresas cumpram uma série de normas.

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