quarta-feira, 22 de julho de 2009

Imprudência fatal


Recreio Karolina do Norte tombou ao tentar encostar de ré no ‘Estaleiro do Careca’. Segundo testemunhas, recreio foi puxado para a carreira com passageiros dentro.


Andressa Amorim da Silva, de oito anos, e Maria Alvarenga Farias, 71, morreram ontem, vítimas do acidente envolvendo o barco-recreio Karolina do Norte que saiu do Porto da Manaus Moderna por volta das 12h45, com destino a Santarém, e às 13h tombou ao realizar uma manobra arriscada ao parar para realizar reparos na hélice num local conhecido como Estaleiro do Careca, situado no beco São Pedro, bairro do Educandos, Zona Sul. A embarcação, que segundo testemunhas estava com excesso de passageiros, virou no momento em que era içada com todos os passageiros a bordo.

Com capacidade para transportar 180 pessoas, o barco estaria levando mais de 300, segundo os passageiros. Muitos subiram, como de costume, depois que o barco saiu do porto. O erro atribuído ao comandante da embarcação, Manoel Benício da Rocha, e ao responsável pelo estaleiro, identificado apenas como Careca, foi o de realizar o içamento do barco com todos os passageiros a bordo. “Pararam o barco para fazer reparo no leme e não avisaram nada, nem pediram para a gente descer. Resolveram erguer o barco com todo mundo dentro”, afirmou Daniela Souza, 27.

A grande maioria dos passageiros conseguiu escapar ileso. Sete pessoas foram levadas para o SPA da Zona Sul e dezenas foram atendidas pelos para-médicos nas casas dos moradores do beco São Pedro (ver Matérias Relacionadas). Parentes da menina Andressa contaram que ela estava retornando para Santarém depois de passar férias em Manaus. A menina viajava com a irmã, Adriana Mônica Amorim da Silva, 24, que conseguiu se salvar ao se agarrar à rede.

Maria Alvarenga, que viajava com destino a Óbidos, no Pará, havia entrado no banheiro para tomar banho pouco tempo antes do acidente. O corpo só foi encontrado por volta das 17h15 pelos mergulhadores do Corpo de Bombeiros.

O comandante do barco, Manoel Benício da Rocha, e o proprietário, Edson Carvalho de Souza, se apresentaram espontaneamente no 2º DIP, foram indiciados pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo na forma qualificada pelo resultado morte. Em seguida, foram liberados.
acrítica

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