
O jovem Alexsandro de Souza foi morto aos 19 anos, a pauladas e facadas, no conjunto João Paulo, Zona Leste, em fevereiro
As cidades de Manaus e Parintins ocupam posições intermediárias no Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), divulgado ontem, reunindo informações de 267 municípios brasileiros. De acordo com o estudo, em Manaus, com o IHA de 1,68, num período de sete anos, 445 jovens morrerão antes de completar 19 anos. E Parintins (a 325 quilômetros de Manaus), com IHA de 1,73, terá 36 jovens mortos até essa idade.
Os dois ocupam, respectivamente, a 128ª e 129ª posição no estudo inédito feito pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Observatório de Favelas. Especialistas atribuem a posição dos dois municípios aos programas que vêm sendo desenvolvidos pelo Estado e municípios como Galera Nota 10, Jovem Cidadão e Projovem.
O estudo Laboratório de Análise da Violência da Uerj foi realizado em municípios com mais de 100 mil habitantes e mostra municípios com índices bastante elevados. Na região Norte, por exemplo, a liderança no índice de mortalidade de jovens ficou com Marabá, no Pará, com o IHA de 5,2. O valor médio do IHA brasileiro é de 2,03. Ou seja, 2,03 jovens em cada mil serão vítimas de homicídio, diz a pesquisa.
O IHA é usado para calcular o risco de mortalidade por homicídio de adolescentes residentes em determinado território. Ele foi criado com objetivo de exemplifcar o impacto da violência letal neste grupo social de uma forma a ajudar na mobilização das pessoas para a gravidade do problema.
O estudo destaca o fato de a violência estar migrando das capitais para as cidades de médio porte, o que justifica o aparecimento do Município de Parintins nesse levantamento.
Especialistas
Para o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Paulo Sampaio, subsecretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, os jovens estão sendo alvos das mortes violentas não só pelo trânsito, mas também pelos conflitos de gangues, sendo vítimas do fenômeno da violência.
Por outro lado, Paulo chama a atenção para os resultados de programas como o Galera Nota 10, desenvolvido pelo Estado, com o objetivo de tirar juventude do crime, atingindo jovens pobres que são envolvidos em projetos de cidadania e cultura. Outros projetos como o da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e Jovem Cidadão contribuem para a inserção dos jovens em atividades de cidadania, finaliza o subsecretário
acrítica
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