Movimento social inaugura a volta às ruas para dizer qual a Manaus que deseja ter e denunciar serviços precários
'Grito dos Excluidos' cobra ética dos Poderes
Com palavras de ordem contra o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), o governador Eduardo Braga (PMDB), os poderes Judiciário e Legislativo do Amazonas, a prévia do “Grito dos Excluídos”, realizada ontem na Praça da Matriz, Centro, foi marcada por uma enxurrada de denúncias - dos problemas no transporte coletivo, passaram pela situação do sistema de saúde pública e alcançaram a corrupção nos tribunais.
Movimento tímido para uma cidade que possui 1,7 milhão de habitantes, o ato público buscou, na visão dos seus organizadores, retomar a reação da sociedade civil organizada diante dos problemas vividos pela população de Manaus. Cerca de 100 manifestantes, segundo cálculos da Polícia Militar, se reuniram no evento. “O ato em si não resolve os problemas. Mas exerce pressão política, ajuda na conscientização e retoma a esperança”, comentou o padre Alcimar Araújo, um dos coordenadores da manifestação.
Etapa preparatória do “O Grito dos Excluídos e Excluídas 2009”, que ocorrerá no dia 7 de setembro na Zona Leste, o mini-grito da Matriz foi puxado pelas pastorais sociais da Arquidiocese de Manaus, o SOS Encontro das Águas, a Cáritas Arquidiocesana, o Sindicato dos Jornalistas, o Fórum pela ética e políticas públicas e outros. Durante o encontro as lideranças sociais distribuíram uma carta aberta à população.
O documento critica a precariedade do transporte coletivo, a construção do Porto das Lajes, a deficiência do sistema de Saúde, os escândalos no Judiciário, a inoperância da Assembleia Legislativa, à corrupção e a pedofilia em Coari, o desabastecimento de água. Sobre esse acúmulo de questões para um só ato público, o padre Evanir Rosa tem uma explicação: “A desmobilização é grande. Os movimentos enfraqueceram. Aos poucos estão despertando. Sabem que os benefícios só vêm com a luta. É um pequeno grupo que grita pelos outros”, disse.
Durante a manifestação, um manto preto foi erguido sobre histórico Relógio da Praça da Matriz, um dos símbolos da cidade. O gesto, segundo Padre Alcimar, simboliza a letargia da população frente aos desmandos na administração pública. No dia 5 próximo, os movimentos sociais da Cidade Nova realizarão outro pré-grito, no pátio da Igreja São Bento, ao lado do Terminal 3.
Fonte:acrítica
Postado:Prof.Sérgio
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