Fidel Castro denunciou a ação “direita racista” americana contra Obama
HAVANA, Cuba (AFP) - O líder cubano Fidel Castro afirmou que o presidente Barack Obama está tentando resolver os problemas dos Estados Unidos, mas a “direita racista visa a desgastá-lo e tirá-lo do jogo”, em um novo artigo publicado ontem.
Segundo Fidel, “a poderosa extrema-direita odeia Obama por ser negro”, por isso boicota tudo o que ele faz, mesmo que o presidente americano não pretenda mudar o sistema capitalista.
“Nasceu, se educou, fez política e teve êxito dentro do sistema capitalista imperial de Estados Unidos. Não desejava nem podia mudar o sistema. O curioso é que, apesar de tudo isso, a extrema-direita o odeia por ser afro-americano e combate o que ele faz para melhorar a imagem deteriorada desse país”, afirma o ex-presidente cubano.
“Não tenho a menor dúvida de que a direita racista fará de tudo para desgastá-lo, obstaculizando seu programa para tirá-lo do jogo de um modo ou de outro, ao menor custo político possível. Tomara que eu esteja equivocado!”, acrescentou. O líder comunista chegou a elogiar Obama no início de seu mandato, mas depois dedicou várias colunas para criticá-lo.
Gastos com armas
Na quinta-feira passada Fidel Castro criticou os EUA porque, enquanto Obama “sua” para conseguir uma reforma da saúde, o país gasta milhões de dólares em armas de tecnologia avançada.
“Enquanto esses gastos colossais em tecnologias para matar ocorrem nos Estados Unidos, o presidente desse país sua para levar serviços de saúde a 50 milhões de norte-americanos que carecem deles”, afirma Fidel em um artigo publicado na imprensa oficial. O ex-presidente de 83 anos comenta que o orçamento militar nos Estados Unidos é sempre aprovado com amplo apoio, mas “os lobbistas do Congreso, que velam pelos interesses da medicina privada, trabalham contra a reforma”.
Postado:Prof.Sérgio
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