Ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, acompanhado de sua mulher, Denise Zoghbi
BRASÍLIA (AE) – A Polícia Federal indiciou ontem João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos e concussão. O indiciamento ocorreu logo após o depoimento de Zoghbi ao delegado Gustavo Buquer pela manhã.
Para a Polícia Federal, Zoghbi agiu para favorecer a Contact Assessoria de Crédito dentro do Senado. A empresa tem uma ex-babá dele como sócia e intermediou a venda de empréstimos consignados a servidores do Senado. A Contact recebeu do Banco Cruzeiro do Sul, por exemplo, R$$ 2,2 milhões pelos empréstimos vendidos aos funcionários da Casa. Em seu depoimento, Zoghbi negou qualquer favorecimento à Contact.
Sindicância interna da Casa - revelada pelo O Estado de S. Paulo no último dia 2 - mostrou que Zoghbi alterava a margem consignável dos funcionários para que eles pudessem contrair empréstimos acima do limite determinado de 30% do salário. O ex-diretor já sofre um processo disciplinar no Senado que poderá levar a sua expulsão do serviço público.
PSDB contra-ataca
O advogado da Liderança do PSDB no Senado, Walter Lima Júnior, protocolou no final da tarde de ontem, no Conselho de Ética, três recursos contra a decisão do presidente do colegiado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), de mandar arquivar as três denúncias que o líder tucano, senador Artur Virgílio (AM), apresentou no dia 5 contra o presidente da Casa, José Sarney, acusado de envolvimento em irregularidades.
Segundo o advogado Lima Júnior, os recursos afirmam que o Regimento Interno do Senado é claro ao especificar que não são exigidas provas na apresentação de denúncia e que as provas só precisam ser encaminhadas depois que o processo disciplinar tiver sido aberto
Postado:Prof.Sérgio
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