terça-feira, 18 de agosto de 2009

Moeda de troca para apoio políticos!



Cargos comissionados do governo contestados


O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais do Amazonas (Sispeam), Riad Ballut, contestou ontem o número de comissionados do Governo do Estado divulgado por A CRÍTICA, no domingo, e disse que a maior parte desses cargos é usada como moeda de troca para apoio político.

Com base em informações da Agência de Comunicação do Estado (Agecom), a reportagem de A CRÍTICA mostrou que o Governo possui 4.279 funcionários comissionados, sendo 1.292 do quadro efetivo e 2.987 contratados. Mostrou também que a folha de pagamento dos cargos em comissão soma R$ 16,4 milhões por mês.

Riad Ballut afirma que essa quantidade é maior. Apresentou relatório da Secretaria Estadual de Administração (Sead), datado de abril de 2008, no qual consta 5.199 servidores em cargos de confiança, cujos salários totalizam R$ 11,1 milhão, dos quais 2.400 efetivos e 2.799 nomeados sem concurso.

Segundo Ballut, o valor a menor da folha de pagamento deve-se ao aumento dado pelo Governo em 2008. Relatório mais atualizado, entregue pelo dirigente, com data de junho de 2009, revela que a Secretaria de Governo, comandada pelo secretário José Melo, gasta R$ 714,6 mil mensais com 140 comissionados com salários que variam de R$ 1,8 mil a 15 mil.

Dentre esses servidores, 15 são supervisores do Programa Zona Franca Verde cujos vencimentos oscilam de R$ 3,8 mil a R$ 7 mil.

“Eles (Supervisores) não trabalham. Foram contratados para serem cabos eleitorais. O Governo do Estado se assemelha ao Senado. Tem comissionados fora do Estado que recebem sem trabalhar”, acusou Riad.

Ao ser perguntado quem são os supostos funcionários fantasmas do Governo do Amazonas, Riad Ballut, que é auditor de sistemas da Sead, disse que não tem os nomes desses servidores nem o valor que recebem, nem o lugar onde moram. Também não sabe em que secretarias estão lotados..
Fonte:acrítica

Postado:Prof.Sérgio

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