terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ministério da Fazenda ocupado pelo MST



Justiça determina a retirada imediata de manifestantes do Ministério da Fazenda
MST já foi notificado e informou que, por enquanto, não sairá do prédio.
PM informou que busca solução negociada e que haverá tempo para saída.




O juiz substituto da 1ª Vara da Justiça Federal, Alaor Piacini, determinou nesta terça-feira (11) a retirada imediata dos manifestantes do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), e da Vila Campesina, do Ministério da Fazenda.

O juiz também determinou que os servidores, ou qualquer outro cidadão, tenham livre acesso ao prédio. A retirada dos manifestantes, segundo ele, poderá ser "forçada" caso não haja colaboração dos presentes. Caso os manifestantes invadam o prédio posteriormente, ou outro edifício, foi estipulada uma multa de R$ 50 mil pelo juiz.

O saguão do prédio foi ocupado hoje por volta das 9h30 e os manifestantes ainda permanecem no local cantando músicas e entoando hinos em defesa da reforma agrária.

A oficial de Justiça, Rosângela Barbosa, já entregou a notificação ao coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, mas ainda não encontrou representantes da Vila Campesina. Os manifestantes pedem um encontro com as pastas da Fazenda, do Planejamento, do Desenvolvimento Agrário, do Incra e da Casa Civil e informou que só pretende deixar o local quando houver um acerto para uma reunião e um encaminhamento nas negociações.

Outro coordenador nacional do MST, Vanderlei Martini, confirmou que, por enquanto, os manifestantes não vão se retirar do local. "Estamos aguardando uma decisão do governo federal sobre o pedido de reunião que fizemos para debater nossas reivindicações. Vamos aguardar em vigília e fazer uma votação. A nossa expectativa é de que o governo entre em contato até as 17h30. A princípio, não muda nada. Vamos continuar dentro do prédio", afirmou ele a jornalistas.

O Coronel Damasceno, da Polícia Militar do Distrito Federal, informou que pretende buscar uma "solução negociada" com os trabalhadores sem-terra. "Eles terão tempo para se retirarem. Não haverá derramamento de sangue", afirmou ele ao G1.

Segundo a assessoria de imprensa do MST, o ato é pacífico e os manifestantes exigem que o governo invista na promoção da reforma agrária no país, além do desenvolvimento dos assentamentos já instituídos.

O MST também pede ao governo o desbloqueio de R$ 800 milhões do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para este ano e aplicação na desapropriação e obtenção de terras, além de investimentos no passivo dos assentamentos. Segundo o MST, a verba contingenciada, por conta da crise financeira internacional, representa 40% do orçamento da reforma agrária previsto para todo este ano.

Segundo a informações do MST, parte significativa das famílias acampadas do MST está à beira de estradas desde 2003. O grupo também exige o assentamento das 90 mil famílias acampadas pelo país e o investimento em habitação, infra-estrutura e produção de 45 mil famílias que estão assentadas apenas no papel. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil.
fONTE:G1

Postado:Prof.Sérgio

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