segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Amazonas lidera Ranking de analfabetos com mais de 15 anos no Brasil


Politicas pública para educação do Governo do Amazonas é maquiada!



O Amazonas é o Estado com maior índice de pessoas analfabetas, de 15 anos ou mais, matriculadas em cursos de alfabetização para jovens e adultos, com 19,4%. Os dados foram apontados no estudo `Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos eEducaçãoProfissional', com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), de 2007, divulgados ontem.

O segundo colocado no ranking nacional é o Estado de Santa Catarina, que tem 9,7% de analfabetos em salas de aula de alfabetização. De acordo com a pesquisa, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais do Amazonas é de 7,9%, abrangendo 175 mil pessoas.

Destas, 34 mil estão cursando a alfabetização, segundo a Pnad. Os Estados que tiveram o menor índice de pessoas nessa faixa etária sendo alfabetizadas no ano da pesquisa foram Roraima, com 0%, Rondônia, com 0,9% e Tocantins, que teve 1,4% dos analfabetos estudando, segundoapesquisa.

A média nacional de jovens e adultos freqüentando as aulas dealfabetização,apontadas no Pnad, foi de 3,8%, quase quatro vezes menor que o índice do Amazonas. Em todo o Brasil, da estimativa de 14,1 milhões de analfabetos, apenas 547 mil freqüentavam cursos dealfabetização(3,8%).

A Pnad teve como base estatística um universo de 399.964 pessoas em todos os Estados. Os enfoques do levantamento foram a Educação de Jovens e Adultos (EJA), a Alfabetização de Jovens e Adultos e a Educação Profissional. Positivo Para o secretário de Estado de Educação, Gedeão Amorim, os dados do Amazonas apontados na pesquisa devem ser considerados positivos.

Segundo ele, com os jovens adultos sendo alfabetizados, em pouco tempo, o índice de analfabetismo do Estado irá diminuir. "Nossa meta é chegar em 4% de analfabetos, que é o permitido pelo Ministério da Educação", afirmou. O secretário informou ainda que, pelo menos 35 municípios, já extinguiram o índice de analfabetos nas sedes, porém há municípios que ainda necessitam intensificar as atividades na educação de jovens e adultos, comoNovoAirão,Itamarati, Envira. Esses locais, segundo Gedeão, tinham, nos últimos três anos, cerca de 60% da população analfabeta.

Ao todo existem, pelo menos, 39 mil alunos na educação de jovens e adultos, no Estado, porém, o secretário admitiu que esses estudantes são os responsáveis pelos maiores índices de evasão escolar. "O problema é que essas pessoas perderam o fluxo da educação regular, precisam trabalhar, já têm família e deixam de estudar por conta dessas dificuldades", relatou.

No início do ano, o governador EduardoBraga,informou que o Amazonas conquistou um dos menores índices de analfabetismo no País, no ano passado, mas não informou os números. Segundo o IBGE, no Amazonas havia em 2007 175 mil analfabetos, dos quais 34 mil estavam matriculados

O Amazonas foi apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) como o que tem o maior número de pessoas, com 15 anos ou mais da região Norte, que ainda não concluíram o Ensino Fundamental e Médio que nunca freqüentaram um curso de educação para jovens e adultos. Segundo a pesquisa, 94,2% dos jovens e adultos que não possuem formação nunca participaram de cursos de educação.

Ao todo, a Região Norte teve um índice de 90,9% das pessoas nessa faixa etária sem concluir a formação no Ensino Médio e Fundamental. Em todo o Brasil, o Estado que tem o maior índice é Alagoas, com 96,2%, de acordo com o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o secretário de Estado de Educação, Gedeão Amorim, as causas dos altos índices de adultos que não completam os estudos podem ser atribuídas também ao fato dessas pessoas constituírem família enquanto ainda estão estudando.

"Muitas vezes, ele deixa de estudar porque no horário da aula ele consegue um emprego ou está muito cansado de trabalhar o dia inteiro e não consegue se concentrar na aula", explicou. Adolescentes fora da escola A pesquisa Eqüidade e Eficiência na Educação, divulgada no mês passado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou que, pelo menos, 30 mil adolescentes, entre 15 e 17 anos, que moram no Amazonas estão fora da escola. A pesquisa utilizou dados de 2006. O número representa 15% do total de pessoas nessa faixa etária que moram no Estado.

A média nacional apontada pela pesquisa foi de 18%, 12% a menos que a média do Estado. Ainda de acordo com a pesquisa, o menor índice de jovens na faixa etária de 15 a 17 anos fora da escola foi registrado no Distrito Federal, onde 9% não freqüentavam uma unidade de educação
Fonte: IBGE

Postado:Prof.Sérgio

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