
Mais de 200% reajuste do valor da obra R$ 1,3 bilhões,para mais de R$ 4 bilhões
ACRÍTICA
BRASÍLIA (SUCURSAL) – O pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) à CPI da Petrobras para investigar denúncias de suposto superfaturamento, em 200%, na construção do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, vai ganhar reforço dentro da Comissão Parlamentar de Inquérito porque já existe um requerimento do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) esperando ser apreciado pelos membros da CPI. É o de número 19 dentre os 84 pedidos existentes.
Álvaro Dias deu entrada no documento em 14 de julho requerendo à Petrobras o encaminhamento de todos os contratos, aditivos contratuais e convênios entre a empresa e seus fornecedores ou prestadores de serviços, relativamente às obras do gasoduto. Ao apresentar o requerimento, o senador tucano lembrou que a mídia foi quem noticiou que o gasoduto Urucu-Manaus custará quase o dobro do que a estatal previa ao iniciar a obra em 2006. O orçamento teria crescido de R$ 2,4 bilhões para R$ 4,58 bilhões, em março de 2008, um aumento de 84%, listou o tucano.
“Ainda, outro aditivo contratual, no valor de R$ 200 milhões, estaria sendo negociado entre a Petrobras e o consórcio Consag, responsável pela construção do trecho do gasoduto entre Coari e Anamã”, disse Álvaro Dias. Essa mesma denúncia foi feita pelo senador Artur Virgílio Neto (PSDB-AM) da tribuna do Senado, citando os jornais “O Estado de S. Paulo” e “Folha de S. Paulo”.
Investigação
Vai depender, então, das respostas da Petrobras se o caso vai à apuração ou se somente as explicações da empresa serão suficientes para encerrar a questão. Em entrevista a A CRÍTICA, publicada na edição de ontem, o presidente da CPI da Petrobras, senador João Pedro (PT-AM), avisou que o gasoduto Coari-Manaus não será prioridade, mas não descartou a investigação. “Quero tomar conhecimento desse material, a consistência das denúncias e me convencer dos números, valores apresentados pelo deputado estadual Ângelus Figueira (PV).
Foi o deputado “verde” quem denunciou haver superfaturamento de mais de 200% de reajuste no valor da obra desde sua implantação até agora, saltando de R$ 1,3 bilhão, do valor licitado, para mais de R$ 4 bilhões.
A CPI da Petrobras aprovou na semana passada o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Durante 180 dias, a comissão vai investigar indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas e nos contratos de construção; denúncias de desvios de dinheiro dos royalties, artifícios contábeis, irregularidades no uso de verbas de patrocínio entre outras.
Postado:Prof.Sérgio
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