sábado, 29 de agosto de 2009

Amazonas: Indíginas abandonados... Governo tenta esconder problema!



Casai está superlotada com 300 pessoas. Funasa diz que muitos são acompanhantes


Suspeita de surto de malária

A Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Manaus, estaria com surto de malária, de acordo com uma indígena que passou pelo local nesta semana e outra que está na Casai. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) confirmou apenas quatro casos da doença, registrados na semana passada.

As índias não quiseram se identificar, com medo de represálias. Uma delas, que ficou internada na Casai na última semana, garante que a situação não é das melhores no local. “Tem muitos índios doentes. No dia em que eu fiquei lá, quatro pessoas tiveram o exame de malária positivo. Uma amiga minha está entre elas. Aquele lugar não tem higiene alguma”, afirmou a indígena.

Sem surto

A coordenadora regional substituta da Funasa, Cecimar Amaral, negou o surto. “Não entendo por que o alarme. Até a semana passada tínhamos quatro casos, uma quantidade normal para a atual população da casa que é de 300 pessoas”, explicou Cecimar. A Casai tem capacidade para 200 pacientes. A assessoria de imprensa da Funasa informou que a superlotação é em virtude da hospedagem de parentes do local. E explicou não ser possível controlar a entrada de acompanhantes dos doentes.

“Dentro da Casai temos um laboratório e um funcionário que colhe o sangue de pacientes que estão febris, com alguns sintomas da malária. Ele fica lá todos os dias. Existe esse controle, até porque aquela área é propícia, com mata densa e um igarapé que passa próximo. Não temos conhecimento de mais nenhum caso além dos quatro da semana passada”, disse a coordenadora. “Trabalhamos com a prevenção, a Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) faz, todo mês, uma termonebulização (fumacê) para evitar a doença nos indígenas”, finalizou.

Problemas sanitários

Em abril, uma inspeção feita pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) na Casa do Índio identificou problemas sanitários. Na época, o então coordenador regional da Funasa, Pedro Paulo Coutinho, negou as acusações do médico. A chefe da Casai, Tânia Mesquita, também rebateu o relatório. “Nem a Casai nem os indígenas estão abandonados”, disse Tânia para a reportagem.

Postado:Prof.Sérgio

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