domingo, 9 de agosto de 2009

Barco se transforma em moradia no porto


Deficit habitacional em Manaus 180 mil moradias segundo MSTM

Quem estiver disposto a ocupar um dos três camarotes ou uma vaga nos armadores, no convés, pode se habilitar


A CRÍTICA

Com imaginação, o caboclo amazonense consegue driblar a crise e o problema do déficit habitacional. Depois de sobreviver durante sete anos fazendo o transporte regional de passageiros, o fabricante de barco Carlos Alberto de Melo Nogueira, 61, decidiu agora dar uma nova finalidade para a sua embarcação, o recreio Eirunepé. Há sete meses parado no Porto da Manaus Moderna, o barco agora serve como moradia para quem estiver disposto a ocupar um dos três camarotes ou uma vaga nos armadores no convés.

Carlos Alberto conta que o aluguel de espaços no seu barco é a única forma que tem para tirar o sustento dele. “Estou fazendo uma reforma porque ele (o barco) está precisando de reparos, não pode navegar do jeito que está. A Capitania dos Portos não permite, mas como vai demorar, resolvi alugar”, afirma. Na frente do barco, uma placa em letras vermelhas avisa que há vagas para morar. Carlos afirma que a previsão é de só concluir os reparos na embarcação em novembro. Até lá pretende faturar com o recebimento dos aluguéis.

Os preços variam de R$ 25 a R$ 40 semanais, respectivamente pelo aluguel de um armador de rede e um camarote. Carlos reconhece que as condições de conforto são mínimas, praticamente inexistentes, para os inquilinos. “Alugo para quem não tem mesmo para onde ir, está chegando à cidade para trabalhar e ainda não se estabeleceu”, afirma. Atualmente, os três camarotes estão ocupados e duas pessoas nas redes.

A dificuldade maior é com relação ao banho, diz Carlos. “O morador pode utilizar a água do próprio rio Negro, mas se preferir pode tomar banho com água potável dentro da Feira da Manaus Moderna, pagando R$ 0,50”, recomenda.

Postado:Prof.Sérgio

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