quarta-feira, 1 de julho de 2009

Barack Obama: general e mandão, diz Evo


Evo diz que Obama ¨mentiu¨para América do sul


Evo chama Obama de 'general' e 'mandão' por medida fiscal
Líder americano vetou tarifas preferenciais às exportações bolivianas; 'EUA não mudaram políticas do Império


LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou nesta quarta-feira, 1, o chefe de Estado americano, Barack Obama, de atuar como "general" e "mandão", por ter vetado a aplicação de tarifas preferenciais às exportações bolivianas direcionadas aos Estados Unidos. "Quero dizer, com muito respeito ao presidente Obama: se nos EUA mudou a fisionomia dos governantes, não mudaram as políticas do Império", disse Evo, em declaração no Palácio do governo.

O chefe de Estado expressou sua "decepção" com a decisão da Casa Branca de manter suspensa no caso da Bolívia a vigência da ATPDEA, oferecida em troca de resultados na luta antidrogas. A suspensão tinha sido resolvida pela Administração de George W. Bush, em dezembro de 2008, com o argumento de que a Bolívia não tinha colaborado na luta contra o narcotráfico.

Nos últimos dias, o governo Evo insistiu em solicitar a Obama a reversão dessa medida, devido ao prejuízo que causa à indústria boliviana, e confiava em que a decisão podia sair na terça-feira, ao terminar um prazo de avaliação em Washington.

Evo afirmou que "Obama mentiu para a América Latina" quando disse na 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, que não há membros maiores nem menores no continente. "Agora, não só há um membro maior, há um patrão que observa a Constituição Política do Estado boliviano. Há um patrão, há um gendarme que questiona a nacionalização (de hidrocarbonetos), há um patrão que, além disso, observa políticas trabalhistas na Bolívia", disse o líder.

Evo tachou de "calúnias, mentiras e falsas acusações" os argumentos expostos pelo governo de Obama para suspender as preferências tarifárias à Bolívia. Segundo o presidente boliviano, o Executivo americano observou um artigo da nova Constituição Política do Estado boliviano, que estabelece a desapropriação de propriedades que não cumprirem uma função social.

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