
Os golpistas de Honduras se firmam no poder
O avião venezuelano que levava o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya de volta a seu país não conseguiu aterrissar no aeroporto da capital, ocupado por veículos militares. Segundo o jornal espanhol El País, pelo menos um dos manifestantes pró-Zelaya morreu na confusão que se estabeleceu.
Desde o Golpe de Estado, a imprensa hondurenha opera sobre pesada censura. Os hospitais vêm recebendo jovens feridos a bala pelo exército todas as noites, mas não há números certos. O premiê espanhol José Luis Zapatero se ofereceu para negociar um acordo que reconduza Zelaya ao poder – e, naturalmente, o governo imposto pela mão militar não se manifestou.
Pela primeira vez desde que expulsou Cuba, em 1962, a OEA expulsou um segundo país de sua formação por quebrar com a normalidade democrática – Honduras.
Com o exército nas ruas e a imprensa censurada, o governo provisório de Honduras continua se declarando democrático e gente sua aliada busca escrever artigos na imprensa do mundo tentando convencer alguém. Por enquanto, fora alguns setores da imprensa de direita aqui e ali, sem sucesso. Ainda assim, os golpistas parecem estar firmes no poder
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