terça-feira, 7 de julho de 2009

Eleição 2010: PT afasta filiados "infiéis"



O ex-secretário municipal Marcus Barros foi um dos nove punidos



O diretório estadual do PT aplicou suspensão de um ano a nove filiados que fizeram campanha para o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB), dentre eles um dos fundadores do partido no Amazonas, o médico Marcus Barros. O diretório também deu prazo de 15 dias para que os petistas que atuam na administração do prefeito Amazonino Mendes (PTB) pesam afastamento da legenda.

As punições foram decididas no domingo na sede do Sindicato dos Petroleiros (Sindpetro). Por 24 votos a favor e quatro contra, o diretório afastou por um ano Marcus Barros, que foi ex-secretário de governo da gestão Serafim; o ex-secretário municipal de Direitos Humanos, Jorge Guimarães; Rita Bacuri; Valtair Cruz; Luis Maciel; Rosicleide Ferreira; Raimundo Fiulho; Francisco dos Santos Soares e Zaqueu de Souza

Além da suspensão dos direitos partidários, que veta a participação nas eleições internas do PT em novembro e no processo eleitoral de 2010, será aplicada censura pública. O diretório concluiu que eles cometeram infidelidade partidária. Não apoiaram a candidatura do deputado federal Francisco Praciano a prefeito de Manaus para ficar ao lado de Serafim Corrêa.

Para Jorge Guimarães, a decisão é arbitrária, equivocada e atendeu a interesses de grupos internos que brigam pelo poder. Ele disse que vai recorrer, junto com Marcus Barros, à direção nacional do PT até sexta-feira. “Isso não tem condições jurídicas de prosperar. Já fizemos contato com a direção nacional e vamos levar em mãos o recurso”, disse Guimarães. A reportagem não conseguiu fazer contato com Marcus Barros.

Guimarães acusou a ex-presidente estadual da sigla, Gilza Batista, de estar por trás da manobra para afastá-los. “Foi ela quem liderou todo esse processo porque estamos construindo candidaturas tanto internamente quanto para disputar as eleições de 2010. Primeiro tentaram a intervenção no partido agora isso”, disparou.

Na avaliação dele, o diretório estadual rasgou o estatuto do partido. Porque a denúncia de infidelidade já havia sido discutida e arquivada pelo diretório municipal em dezembro de 2008. “A questão é de competência do diretório municipal. Não houve recurso. Fizeram do diretório estadual um tribunal de exceção. Condenaram sem provas”, afirmou.


Segundo Valtair Cruz, a “pernada” nos nove filiados teve a participação do presidente Sinésio Campos. “Os interesses deles estão em jogo. Estamos com um grupo forte internamente”, declarou o petista

acrítica

Nenhum comentário: