sexta-feira, 10 de julho de 2009

Militantes sem teto se acorrentam em frente a casa de Lula

O protesto é uma crítica aos rumos do programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida"



Desde o último dia 8 (quarta-feira), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST ) estão acorrentados em frente a residência do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista.

O protesto é uma crítica aos rumos do programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida" . Em uma carta endereçada ao presidente o movimento avalia que "As construtoras, que tanto já ganharam encima de nosso suor, só têm apresentado projetos para pessoas de renda média e alta".

A carta ressalta ainda que o movimento é respaldado por organizações de luta por moradia de diferentes municípios do estado de São Paulo. "Representamos 1.400 famílias da Comunidade Zumbi dos Palmares, em Sumaré, que estão com o despejo marcado para daqui a poucas semanas, sem que o poder público ofereça qualquer alternativa. Representamos 2.000 famílias da Comunidade Anita Garibaldi, em Guarulhos, que convivem com o fantasma do despejo e não encontram perspectiva para regularização do assentamento. Representamos 160 famílias da Comunidade Carlos Lamarca, em Osasco, que há sete anos esperam suas casas, sendo jogadas de um canto a outro como animais. Representamos ainda milhares de famílias das comunidades João Cândido, Chico Mendes e Silvério de Jesus, espalhadas por Taboão, Itapecerica da Serra, Embu e Zona Sul de São Paulo, que há vários anos esperam o cumprimento de acordos firmados para terem acesso a suas casas. E estes não são todos os casos. Nossos irmãos de Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Belém (PA), dentre outros, têm convivido com o descaso dos despejos" .

Na expectativa de reverter os objetivos do programa denunciados, o MTST promete acorrentar um novo militante para cada dia "que não houver solução, nem negociações com o governo federal, se acorrentará mai

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