
Ao invés de passar pela catraca de entrada, usuário é orientado a dar a volta e entrar pelo lado de fora do guichê
Fiscais fraudam a entrada no T2
A CRÍTICA
Apesar da tarifa de ônibus em Manaus custar R$ 2, com apenas R$ 1,50 é possível acessar os coletivos sem nenhum problema, como flagrado ontem no Terminal da Cachoeirinha (T2), Zona Sul. Em pouco mais de uma hora, aproximadamente 40 pessoas entraram pelas duas entradas do terminal sem passar pela catraca que registra os acessos ao local. O esquema é feito por fiscais da Transmanaus que controlam a entrada no terminal.
O esquema começa quando o usuário tenta entrar no terminal. Ao chegar na catraca, onde teoricamente deveria pagar o valor correto da tarifa, ele é surpreendido pela devolução de R$ 0,50. No momento em que recebe o “troco”, o usuário é orientado a não passar na catraca, dar a volta e entrar no terminal por onde entram os ônibus.
Nas duas entradas
No T2, o problema foi confirmado tanto na entrada pela avenida Carvalho Leal, quanto pela avenida Borba. O esquema é feito pelos fiscais que ficam na catraca e no guichê de pagamento da passagem.
Após mais de uma hora de observação do esquema, a reportagem de A CRÍTICA entrou no T-2 pagando apenas R$ 1,50. A entrada foi feita pela avenida Borba, onde o fiscal de catraca não se importou ao ser questionado se não haveria problema em entrar pagando valor menor e sem passar pela catraca. “Não tem problema. Eu garanto a parada”, disse o fiscal.
Nenhum dos envolvidos no esquema pôde ser identificado, pois eles não portavam crachás de identificação. Apenas usavam uniforme da Transmanaus. Mas, segundo o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Manaus (Sinetram), César Tadeu Teixeira, eles são suborndinados ao sindicato e não à Transmanaus. “Vamos investigar para ver a extensão disso, que prejudica muito o faturamento das empresas”, afirmou Teixeira.
Segundo o Sinetram, o problema também acontece no T1, na avenida Constantino Nery, no Centro. “Temos conhecimento, mas é difícil controlar. Só esse ano já demitimos aproximadamente 40 funcionários do T1 fazendo esse trabalho”, admitiu Acyr Gurgacz, presidente do Sinetram.
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