sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sarney não tem mais descupa FORA!!!





ONGs da família Sarney recebem R$ 3 milhões em patrocínio de estatais

O Globo

Duas instituições da família Sarney obtiveram, desde 2003, pelo menos R$ 3 milhões de patrocínio de empresas estatais federais. O Instituto Mirante, criado em julho de 2004 e que tem como sede o endereço onde funciona o jornal da família (O Estado do Maranhão), em São Luís, ganhou, R$ 400 mil só do sistema Eletrobrás, controlado politicamente pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Já a Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês, cujo presidente de honra é Sarney, levou R$ 660 mil da Eletrobrás, R$ 1,070 milhão da Caixa Econômica Federal (CEF), R$ 520 mil do Banco do Brasil, R$ 180 mil dos Correios e R$ 150 mil do Ministério do Turismo.

A família Sarney tem outra ONG: o Instituto Geia, controlado por Jorge Francisco Murad Júnior, marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. O instituto foi criado em 2000. Entre os membros do conselho fiscal do Geia está Severino Francisco Cabral. Ele ficou conhecido em 2002, com o escândalo da empresa Lunus, de Roseana e Murad, na qual a Polícia Federal apreendeu R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo. Severino era sócio da Lunus.

O Geia foi autorizado em 2003 a captar R$ 300 mil, com base na Lei Rouanet, para edição de um livro de fotografias sobre a diversidade cultural do Maranhão. Captou R$ 150 mil.

Em 2005, obteve autorização para mais R$ 662 mil, para documentar a "diversidade ambiental, econômica e cultural associada aos rios Itapacuru, Mearim, Zutiua, Munim e Preguiça". A idéia era produzir três mil exemplares do livro e mil DVDs. Em dezembro de 2007, o projeto foi arquivado, sem a liberação do dinheiro. Este ano, o instituto pediu R$ 87 mil no Banco do Nordeste para um festival de poesia, em agosto. O pedido foi pré-aprovado, mas o valor não está definido.

Das três ONGs ligadas aos Sarney, a Amigos do Bom Menino das Mercês é a que mais recebe recursos públicos. A maior realização da ONG é uma festa junina, para a qual contribuíram CEF, BB e Ministério do Turismo. Os patrocinadores argumentam que têm interesse em divulgar suas marcas.

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