
Socorro Feitoza da Silva vende frutas no Centro há quatro anos e diz que não sabe de onde vai tirar o sustento dos cinco filhos se perder sua banca
A Prefeitura de Manaus deu um ultimato aos vendedores de frutas que usam carrinhos de mão e similares para a venda dos produtos nas ruas do Centro. De acordo com a determinação da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), esses vendedores também não poderão se instalar em toda a extensão da avenida Djalma Batista nem na orla da Ponta Negra, na Zona Oeste. Eles têm até o próximo dia 15 para deixar o Centro da cidade.
Copa do mundo
Essa determinação, segundo a justificativa da Sempab, faz parte do projeto de reorganização do Centro Histórico de Manaus e de
suas principais avenidas e pontos turísticos, visando a Copa do Mundo de 2014. “É preciso lembrar que Manaus tem prazos curtos para cumprir. A Fifa (Federação Internacional de Futebol) vai fazer fiscalizações periódicas e qualquer cidade que não cumprir os compromissos assumidos pode ser descredenciada para a Copa. E isso não vamos aceitar”, afirmou o secretário da Sempab, José Aparecido dos Santos.
No início do mês de junho, a Sempab retirou 25 barracas que há anos estavam instaladas em cima da calçada da avenida Manaus Moderna, no Centro. Agora, a nova determinação da secretaria é que os carrinhos de frutas sejam retirados e, assim como as barracas, que eles sejam transferidos para os bairros da cidade.
Segundo a Sempab, nenhum dos vendedores de frutas que usam carrinhos de mão e similares têm autorização da prefeitura para explorar esse tipo de serviço. “Eles não são autorizados para a venda de alimentos. Durante a administração, passada eles receberam autorização para ficar nas ruas do Centro mediante padronização desses carros”, explicou o secretário, referindo-se à padronização realizada na gestão anterior.
Revolta
Contudo, os vendedores se dizem enganados pelo atual prefeito– Amazonino Mendes – que, segundo eles, prometeu, durante a campanha, que não iria impedir ninguém de trabalhar na cidade. “Estou aqui desde 2005, mas só vim porque o outro prefeito deixou a gente trabalhar. Agora querem tirar a gente. É daqui que tiro o sustento para criar meus cinco filhos pequenos”, reclamou a vendedora de frutas Socorro Feitoza da Silva, 39. Há quatro anos, ela vende bananas, maçãs e outras frutas na esquina das ruas Miranda Leão com Marquês de Santa Cruz, no Centro.
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