
EUA não abrem mão de bases na Colômbia; Lula recebe hoje Uribe
Enviado de Obama diz que acordo militar visa a combater as Farc e o narcotráfico; Chile apoia Bogotá
BRASÍLIA - O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Jim Jones, disse ontem em Brasília que os Estados Unidos não recuarão da negociação com o governo da Colômbia para a utilização de sete bases militares colombianas.
Em entrevista ao Estado, o enviado do presidente americano, Barack Obama, defendeu que o acordo entre os EUA e a Colômbia na área militar não significa uma "mudança dramática da posição" de ambos os países em torno do combate ao narcotráfico e à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Jones insistiu que se trata de "um negócio como outro qualquer", em um esforço para evitar que o governo brasileiro se deixe levar pelos argumentos presentes nos discursos de líderes da América do Sul que têm diferenças com os Estados Unidos.
"O acordo não traz uma revisão de política, não (é) uma mudança dramática de posição. É o mesmo que nós já fizemos no passado. Talvez, apenas necessite de uma melhor explicação", afirmou Jones (leia a íntegra da entrevista nesta página).
O enviado de Obama recebeu, nos últimos dois dias, uma reação pouco amigável de colaboradores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao acordo, que prevê a presença de 800 soldados americanos em sete bases militares da Colômbia por um período de dez anos, além de 600 civis.
Ontem, depois de tratar do tema com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o enviado da Casa Branca disse que a posição brasileira não deverá afetar o relacionamento entre os dois países no futuro.
Postado: Prof. Sérgio
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