quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Conselho de Ética do Senado": Os jornais Apócrifo!!!



Duque arquiva as cinco primeiras denúncias contra Sarney
Presidente do Conselho de Ética alega que acusações são feitas baseadas em reportagens de jornais



Paulo Duque arquivou cinco das onze denúncias contra Sarney

BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), anunciou na tarde desta quarta-feira o arquivamento das cinco primeiras denúncias apresentadas ao colegiado contra o presidente José Sarney.

A primeira denúncia era sobre as suspeitas de que Sarney teria beneficiado o neto José Adriano Sarney, em operações de crédito consignado de funcionários da Casa. "O documento se limita a citar pretensos fatos", argumentou Duque. Ele acrescentou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) exige que a prova não seja recortes de jornal. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) interrompeu Duque para dizer que o STF não permite recorte de jornal na condenação, mas que aceita para a abertura de investigação.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), anunciou que vai recorrer da decisão. O recurso pode ser feito dois dias após a publicação da decisão no Diário do Senado, ao plenário do Conselho.

Logo depois Paulo Duque anunciou o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente do Senado, José Sarney. Esta foi apresentada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que alegava que Sarney quebrara o decoro parlamentar por ter mentido sobre sua participação na direção da Fundação José Sarney.

Duque pediu o arquivamento alegando que a denúncia de Virgílio era baseada apenas em recortes de jornais. "O Conselho não pode ser instrumento para denúncias vazias, baseadas em denúncias de jornais, os quais o objetivo ninguém sabe qual é", justificou Duque.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) protestou contra a decisão e disse que Paulo Duque está fazendo juízo de valor ao negar a abertura de processo contra Sarney. Segundo o senador democrata, as provas reclamadas pelo presidente do Conselho deveriam ser apuradas após a abertura do processo e não antes. Os partidos de oposição já anunciaram que vão recorrer também dessa decisão de Duque.

Sarney é suspeito de possível participação em um esquema de desvio de dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras à Fundação José Sarney. Em plenário, hoje, o peemedebista negou ter responsabilidade sobre a administração da Fundação. O estatuto, no entanto, diz que Sarney é presidente vitalício e tem total controle sobre a instituição.

Postado:Prof.Sérgio

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