
O ex-presidente Clinton em foto oficial ao lado de Kim Jong II
O ex-presidente e as duas mulheres devem chegar aos Estados Unidos na quarta-feira
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Reuters
SEUL - O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, emitiu um perdão especial duas jornalistas americanas presas no país, informou nesta terça-feira, 4, a agência de notícias estatal norte-coreana.
O anúncio foi feito após um encontro do líder norte-coreano com o ex-presidente americano Bill Clinton. Fontes do governo em Washington disseram à rede americana ABC esperar que o ex-presidente e as duas mulheres deixem o a Coreia do Norte nas próximas horas e estejam em casa na quarta-feira.
As jornalistas americanas Euna Lee e Laura Ling foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados, acusadas de terem ter cruzado ilegalmente a fronteira entre a China e a Coreia do Norte.
Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, há rumores de que a missão de Clinton tenha sido aprovada pela Casa Branca.
Clinton chegou a Pyongyang em uma visita surpresa que, segundo analistas, teria como principal objetivo obter a libertação de duas jornalistas americanas presas no país.
De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, Clinton transmitiu a Kim Jong-il uma mensagem do presidente americano Barack Obama.
O governo americano não anunciou com antecedência a viagem de Clinton, mas um conselheiro da Casa Branca, David Axerold, disse que trata-se de uma visita "particular" e de caráter humanitário.
O ex-presidente é a personalidade americana de mais alto escalão a visitar a Coreia do Norte desde 2000, quando a então secretária de Estado americana, Madeleine Albright, esteve em Pyongyang.
Analistas afirmam que, além de mediar a libertação de Laura Ling e Euna Lee, Clinton poderia ainda tentar avançar na negociação sobre as ambições nucleares norte-coreanas.
De acordo com a agência estatal norte-coreana, Clinton também foi recebido pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Kim Kye Gwan, e por outras autoridades do país.
Prisões
Euna Lee e Laura Ling foram presas em março, depois de supostamente terem cruzado a fronteira da Coreia do Norte com a China. Elas foram condenadas a 12 anos de trabalho forçado por "atos hostis" e por terem entrado ilegalmente no país.
Em julho, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que esperava que o governo norte-coreano libertasse as duas jornalistas.
As duas estavam fazendo pesquisas para uma matéria sobre refugiados quando foram presas.
A relação entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos ficou mais tensa principalmente após os testes com mísseis realizados por Pyongyang.
Ainda segundo analistas, Kim Jong-Il estaria disposto a melhorar as relações com os Estados Unidos, à medida que se prepara para nomear um sucessor.
Kim teria sofrido um derrame há um ano, e sofre de diabetes e doenças cardíacas. Analistas afirmam que seu terceiro filho já estaria sendo preparado para assumir o poder no país.
Postado: Prof. Sérgio
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