segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Indústria quer desonerar investimentos produtivo



Indústria quer mais redução de impostos, mas Governo diz já chegou ao limite


São Paulo (AE) – A crise financeira global dizimou as chances de sucesso das metas da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que já eram consideradas difíceis pela indústria. Lançada pelo Governo em maio do ano passado, quando a economia crescia num ritmo superior a 6% ao ano, a PDP ficou desatualizada. Representantes do setor produtivo pressionam o Governo para que a política seja revista à luz do pós-crise.

Além de fortalecer a competitividade do produto brasileiro, a medida estimula o setor de bens de capital, estratégico para a economia do País, cuja produção desabou com a crise, diz. Para o empresário Mario Bernardini, assessor econômico da diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Governo precisa fazer mais. “Incentivou mais o consumo, o que no curto prazo dá resultado, mas no longo prazo é ineficiente”, observa. “Deveria ter sido feito, mas com um objetivo na frente”, pondera.

O incentivo aos investimentos pleiteado pela indústria se resume em desoneração tributária. O problema é que o Governo já disse que esgotou sua capacidade de reduzir impostos. Um dos argumentos mais usados pelo setor para justificar o pleito é o fato de o Brasil ser hoje um dos poucos países a tributar investimento.

Para os industriais, dificilmente a taxa de investimento atingirá 21% do PIB ou haverá crescimento de 10% no número de micro e pequenas empresas exportadoras, como previam as metas da PDP para 2010. Também é improvável que os empresários elevem para 0,65% do PIB os investimentos em pesquisa e desenvolvimento

Prof.Sérgio

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