
Lula e Fernando Lugo, presidente do Paraguai, assinam acordo sobre Itaipu em Assunção
Da Ansa
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, comparou hoje a situação da hidrelétrica de Itaipu à do Canal do Panamá, que após ter sido controlado pelos Estados Unidos durante quase um século voltou às mãos do governo local em 1999.
No último sábado, Lugo e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assinaram um acordo por meio do qual o Brasil pagará três vezes mais pela energia de Itaipu que compra junto ao Paraguai. Os valores passarão de US$ 120 milhões a US$ 360 milhões.
"O Panamá nos serviu de inspiração, porque eles conseguiram sua soberania sobre o canal em relação aos Estados Unidos", ressaltou o paraguaio.
O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, estabelece que cada país tem direito a 50% da energia gerada na usina. O Paraguai, porém, consome apenas 5% de sua cota e é obrigado a repassar ao Brasil, em uma triangulação com a Eletrobrás, o excedente por um preço pré-estabelecido.
Com as novas regras, Assunção receberá US$ 240 milhões a mais por ano e ainda poderá operar, de maneira gradual, diretamente no mercado brasileiro.
Após o sucesso nas negociações, Lugo disse hoje que seu governo deu início à "recuperação da soberania energética" paraguaia. Para que passe a vigorar, porém, o acordo com o Brasil deve ainda ser ratificado pelos Congressos dos dois países.
Com 82 quilômetros de extensão, o Canal do Panamá serve de passagem que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. O local esteve sob controle dos Estados Unidos desde o início do século XX e foi devolvido ao Panamá somente em 1999, por meio de um acordo firmado em 1977 pelos então presidentes Jimmy Carter e Omar
Prof. Sérgio
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