quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Prazo prorrogado



Ontem, usuários formaram filas enormes nos terminais na tentativa de comprar créditos da meia-passagem


A CRÍTICA

Falhas no serviço online e sobrecarga nos postos de venda de crédito levaram o Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT) a prorrogar, até o próximo dia 12, o direito de o estudante pagar em dinheiro a meia-passagem.

O IMTT reconheceu que o usuário encontra dificuldade para ter acesso ao crédito na compra por Internet e que o fim do prazo, inicialmente marcado para hoje, causou uma grande procura nos últimos dias nos postos de recarga.

Ontem de manhã, estudantes e parentes de alunos estavam impacientes nas filas dos terminais, aguardando entre uma e duas horas para comprar os créditos. A reportagem identificou uma insatisfação generalizada com o fim do pagamento em dinheiro.

Ângela Martins, 45, estudante do Educação de Jovens e Adultos (EJA), estava inconformada porque, ao tentar fugir da fila, optou por comprar os créditos pela Internet ontem de manhã, mas soube que somente em 48 horas eles cairiam em sua carteira.

“Vou ficar esses dois dias pagando inteira. Não é negócio comprar pela Internet. E ainda paguei R$ 2 na lan house e R$ 2,50 pela impressão do boleto, além de ficar na fila do banco”, disse Ângela, revoltada.

A estudante de Contabilidade Eliane Maciel, 32, teve que faltar aula na manhã de ontem para ficar na fila de recarga de crédito no Terminal 3 (Cidade Nova) pois trabalha à tarde.

“Todo mês vamos ter que ir para a fila. Acho uma palhaçada tirar nosso direito de pagar em dinheiro. Nem todos têm tempo para ficar em fila”, disse Eliane.

A estagiária de Serviço Social Débora Tavares, 42, enfrentava o sol de meio-dia na fila em frente à sede do Sinetram, na Constantino Nery, para comprar créditos para ela e o filho, que estuda o dia todo na Fundação Nokia.

“Saí mais cedo do trabalho. Vou ver se dá para comprar logo para o mês todo. Mas há pessoas que não têm dinheiro para fazer compra antecipada”.

No Terminal 1 (Constantino Nery), a dona de casa Marília Nascimento, 25, estava em uma fila que descia as escadas e ia parar na estação do ônibus.

Ela relatou um problema passado pela sobrinha, Francisca de Souza Ritelo, que comprou créditos no PAC da Compensa na semana passada, mas não haviam caído até ontem

Postado:Prof. Sérgio

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